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No fim da Primeira Guerra Mundial, em novembro de 1917, a Grã-Bretanha, ainda com certo protagonismo no xadrez imperialista mundial, joga seus movimentos na região da Palestina, por meio da proclamação da famosa Declaração de Balfour. Encontra-se descrito o posicionamento britânico explicitado nessa declaração e as intenções com as quais foi tomado em:
Os britânicos, visando atrair o rei Hussein e outras dinastias árabes na região, declaram-se contra o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para "a raça judaica", embora admitam a pertinência do sonho sionista, talvez a ser realizado na África ou nos Bálcans.
A Coroa Britânica afirma sua neutralidade diante da polêmica entre sionistas e árabes na Palestina, estando mais interessada nas consequências territoriais da derrocada do Império Otomano e de seus interesses no Egito.
O Governo Britânico considera favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar para a "raça judaica", visando uma possível arbitragem britânica nos conflitos e desejando a simpatia de europeus potencialmente pró-germânicos ou inclinados para a Revolução Russa.
Os britânicos, visando permanecer na posição de árbitro imparcial e ciosos de seus interesses no Norte da África, no Canal de Suez e na Arábia Saudita, deixam toda a decisão sobre o tema do sionismo nas mãos da França e da Alemanha, países com muito maior contigente populacional hebraico.
Aliados dos árabes e contrários aos europeus de origem hebraica, os ingleses ameaçam invadir com suas tropas a região da Palestina, em defesa das populações árabes, caso a ameaça sionista se configure como uma realidade política na região.