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Os valores e conceitos sobre o corpo, suas práticas e os movimentos veiculados pela cultura são reconstruídos internamente, compondo a corporeidade dos indivíduos. Trata-se do movimento humano com sentido, com significado aferido pelo contexto sócio-histórico e cultural em que é produzido. Falamos de movimento que expressa e representa uma cultura, do movimento com intenção comunicativa de ideias, sentimentos etc.
(Adaptado de: NEIRA, M; NUNES, M. 2008. Pedagogia da Cultura Corporal: crítica e alternativas. São Paulo: Phorte, p. 218)
Depreende-se do trecho acima:
A flexão do tronco, que constitui um cumprimento típico da cultura japonesa, expressa um significado construído naquele contexto sócio-histórico cultural.
A corporeidade dos indivíduos pode ser positiva ou negativa, dependendo do contexto sócio-histórico e cultural em que é produzida.
Para ter um sentido e um significado, o movimento corporal deve ser reproduzido e institucionalizado em seu próprio contexto sócio-histórico e cultural.
As danças de origem africana enquadram-se nas manifestações estereotipadas da cultura, produzida em um contexto sócio-histórico e político.
Os esportes radicais desafiam a corporeidade dos indivíduos, porém não se enquadram nas manifestações culturais produzidas em um contexto sócio-histórico.