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“Em relação à escrita da História local, consideramos que...

“Em relação à escrita da História local, consideramos que desse conjunto de estudos resultou um novo campo de representações acerca do passado do Espírito Santo, um trabalho de ruptura, com capacidade de desestruturar narrativas mestras, desconstruir conceitos-chaves, categorias e símbolos, uma atividade 'de negação histórica dos modelos de interpretação e das formas de pensar consagrados culturalmente'”


(NASCIMENTO, 2018, p. 196).


O texto traz uma das conclusões do autor quanto ao que ele interpreta como “narrativas críticas da história do Espírito Santo”. Quanto a essas narrativas, analisadas por Nascimento, elas realizam uma negação histórica, pois:


A

retiram o protagonismo dos personagens históricos ao primarem por abordagens estruturalistas, identificando em fatores conjunturais o sentido da estagnação colonial e do desenvolvimento da economia capixaba no período republicano.


B

identificam como marco temporal da gênese do desenvolvimento econômico do Espírito Santo o final do Período Colonial, marcado pela emergência de práticas comerciais que colocavam o Espírito Santo na condição de importante entreposto comercial.


C

identificam no período monárquico a efetiva estagnação do Espírito Santo, devido à sua condição de província com recursos limitados e governantes descomprometidos com os interesses locais, nomeados pelo poder central.


D

analisam a Primeira República como sendo momento de importante transformação industrial, destoando da narrativa de superação do atraso, a qual enfatiza unicamente a economia cafeeira.


E

questionam os projetos de modernização do século XX, evidenciando os impactos negativos dos modelos de desenvolvimento adotados pelas elites locais sobre a maior parte da população do estado.