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O conflito entre a Igreja tradicional e o movimento da...

O conflito entre a Igreja tradicional e o movimento da Reforma […] acabou dando novo folego à Inquisição, inclusive mudando seus alvos preferidos.


(Paulo Miceli, História moderna. São Paulo: Contexto, 2016, p. 86)


No contexto apresentado, a Inquisição


A

aliou-se às monarquias francesa e inglesa e, em consonância com as novas doutrinárias elaboradas no Concílio de Trento, impôs severa vigilância sobre as missões religiosas que foram fazer o serviço religioso na colonização da América.


B

colaborou para que as principais decisões da Contrarreforma, como a infabilidade papal, fossem efetivamente seguidas pelos soberanos europeus e abrandou a preocupação com os chamados crimes da carne e os crimes da fé.


C

deixou de ser dirigida pela Igreja e passou para o controle das monarquias francesa e holandesa, ambas interessadas em combater os opositores ao absolutismo, principalmente aqueles que eram adeptos das novas denominações cristãs, derivadas do luteranismo.


D

passou a destinar seus tribunais à condenação de sábios, cujas ideias eram consideradas ameaçadoras ao poder da Igreja sobre a produção e circulação de conhecimento e, até então, os perseguidos pela Inquisição eram feiticeiras, magos ou hereges.


E

perdeu a característica de uma instituição religiosa e passou a atuar sob o absoluto controle da Igreja, que procurou a sua purificação determinando as formas de organização e atuação das ordens religiosas, como os jesuítas e os dominicanos.