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Imagens para a questão 28.

Figura 1: Esfinge de Gizé. Fonte: Antonio Bermudez Chi, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index. php?curid=52887560

Figura 2: "A Esfinge tal como foi encontrada pela primeira missão científica francesa no século XIX. Presume-se que esse perfil, tipicamente negroide, represente o faraó Khafre ou Quéfren (cerca de -2600, IV dinastia), construtor da segunda pirâmide de Gizé. O perfil não é nem helênico nem semita: é bantu." (C. A. Diop. 1967. pr. XIX.)
Sobre o debate em torno da etnia dos egípcios, infere-se que
a desconstrução da identidade física é típica das relações de dominação cultural, sendo o embranquecimento um lugar comum no Ocidente desde o Renascimento, a partir do final do século XIV.
a ascensão do cinema hollywoodiano foi responsável por criar a imagem contemporânea do Egito branco e exótico.
a ideia de um Egito negro é um mito que nasce de uma confusão com os núbios, uma civilização negra que se desenvolveu também próxima ao Nilo.
racializar a sociedade egípcia é sempre impor uma visão limitada de uma sociedade etnicamente plural, que manteve relações tanto com os núbios quanto com os povos líbios, com a Ásia e o Mediterrâneo.
o debate étnico em relação aos egípcios nasce de disputas e relações de poder que são relevantes na contemporaneidade e têm como objetivo a desconstrução do senso comum de um Egito branco, fruto de uma visão eurocêntrica do passado.