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Na obra A situação da classe operária em Inglaterra, Engels...

Ano: 2019
Prova: FADESP - Prefeitura - Professor - Área: História - 2019

Na obra A situação da classe operária em Inglaterra, Engels descreve uma situação encontrada por um operário inglês.


“Pois, bem, Senhor, ele encontrou-o, e quando chegou a barraca, esta era, veja bem, uma cave humida e balxa. Os moveis eram 2 velhas cadeiras, uma mesa redonda com 3 pes, uma caixa, não havia cama, apenas um monte de palha velha num canto e um pano sujo por cima, e bocados de madeira na diamine. Quando o meu pobre amigo entra, o pobre Jack estava sentado sobre a madeira perto do fogo e o que pensa que ele estava a fazer? Estava la e remendava as meias da mulher com a agulha e quando viu o seu velho amigo na soleira da porta, tentou esconde-lo, mas Joe, é o nome do meu amigo, viu e disse-lhe: Meu Deus, Jack, o que tu estas a fazer, onde está a tua mulher? Que trabalho esse que tu fazes? O pobre Jack teve vergonha e disse-lhe: não, eu sei bem que não é o meu trabalho, mas a minha pobre mulher está na fábrica e tem de lá estar as cinco e meia e trabalha até as oito da tarde e sai tão cansada que não pode fazer nada, quando volta para casa. Tenho que fazer tudo o que puder em vez dela, porque eu não tenho trabalho e ha três anos que não o tenho e não o encontrarei em toda a minha vida, e depois deixou cair uma lagrima(...) (mantida a grafia da obra)


(Friedrich Engels. A situação da classe operária em Inglaterra. Porto: Edições Afrontamento, 1975. p. 190.)


Este relato demonstra a situação da classe trabalhadora na Inglaterra nos tempos da revolução industrial do século XVIII, quando, nas fábricas eram encontradas mulheres e crianças porque eram consideradas


A

mais dóceis e baratas, o que tornava mais fácil assegurar a disciplina da mão de obra, levando-as a trabalhar incansavelmente, durante toda a semana, para obter uma renda mínima.


B

mais qualificadas e com mãos mais ágeis do que os homens para trabalhar no processo de montagem de pequenas peças automotivas, economizando tempo e gerando maior lucro.


C

mais especializadas para trabalhar no processo de industrialização dos metais por serem originárias de regiões onde existiam grandes minas de cobre exploradas desde o século XVII.


D

mais aptas à jornada de trabalho na indústria têxtil, que exigia, no mínimo, oito horas por dia, e mais suscetíveis a aceitar acordos trabalhistas impostos pelos donos de fábricas de explosivos.