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“Gênero trata da construção social da diferença sexual. Quando adotamos a perspectiva de gênero, estamos pensando nas maneiras como as sociedades entendem, por exemplo, o que é 'ser homem' e 'ser mulher', e o que é que consideram 'masculino' e feminino'. Tratamos essas noções como conceitos históricos.” A introdução de novos temas nas aulas de História — como gênero, biografias, meto ambiente, alimentação, corpo, ciência e tecnologia entre outros — tem procurado acompanhar o desenvolvimento dos estudos históricos nas universidades. Pessoas comuns já são reconhecidas como sujeitos históricos e uma visão mais pluralista de História tem sido abordada. Considerando as configurações sociais dos papéis masculino e feminino em lugares e momentos históricos distintos e a necessidade de demonstrar a historicidade de concepções, mentalidades, práticas e formas de relações sociais nas aulas de História, assinale a alternativa incorreta.
Na segunda metade do século XIX, no Brasil, o modelo dominante de mulher como a boa mãe e a esposa devotada, exclusivamente dedicada à família, serviu para reforçar as diferenças sociais posto que só poderia ser seguido dentro da esfera da família nuclear burguesa, excluindo, portanto, um grande número de mulheres — as escravas e as pobres — consideradas “não mulheres” ou “menos mulheres” que as senhoras burguesas.
Ao observar que as ideias do que é “ser homem” e “ser mulher”, assim como a condição das mulheres, foram se transformando ao longo da História, os alunos passam a ter uma visão mais crítica de suas próprias concepções, bem como das regras sociais e verdades apresentadas como absolutas e definitivas no que diz respeito às relações de gênero.
No nazismo, o ideal de superioridade racial de determinados seres humanos sobre outros era simbolizado pelo “homem vir, ariano e nórdico”. O Estado totalitário nazista, associado a diversos símbolos de masculinidade, procurava controlar a sexualidade das mulheres. Ele adotava uma política natalista para as alemãs (para obter mais soldados) e uma outra, de extermínio, para as mulheres que considerava de “raça inferior”. Estas eram submetidas, por exemplo, a esterilizações compulsórias.
Os argumentos de que o exercício do direito de voto por parte das mulheres geraria conflitos nos lares, desviando-as de suas funções “naturais”, ou de que a “natureza feminina" as torna incapazes de escolher racionalmente, não se refletiram nos índices de participação das mulheres nos cargos públicos.