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Leia o texto a seguir.
“Elaborada tal qual um grande teatro, um teatro do Estado, a atuação do rei se transforma em performance; os seus trajes viram fantasia. Na verdade, esculpida de maneira cuidadosa, a figura do rei corresponde aos quesitos estéticos necessários à construção da “coisa pública”. Saltos altos para garantir um olhar acima dos demais, perucas logo ao levantar, vestes magníficas mesmo nos locais da intimidade; enfim, trata-se de projetar a imagem de um homem público, caracterizado pela ausência de espaços privados de convivência. Tal qual um evento multimídia, o rei estará presente em todos os lugares, será cantado em verso e prosa, retratado nos afrescos e alegorias, recriado como um Deus nas estátuas e tapeçarias.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.)
A passagem aos Estados Absolutistas Europeu na modernidade se caracteriza pela formação imagética positiva da figura do governante.
De acordo com o texto, é correto afirmar que:
a aparência de beleza e luxo de vestimentas representava um rei saudável e poderoso para com seus súditos e inimigos estrangeiros.
como não podia estar presente em todos os espaços públicos o rei se utilizava de artifícios de propaganda para se fazer respeitar.
a força da propaganda erigia-se para a construção de uma imagem poderosa do rei, afinal ele precisava persuadir a sociedade sobre sua grandeza.
a propaganda da imagem do rei era utilizada para referendar a sua relação com a Igreja e com a sua divindade.