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No caso de uma análise das populações e culturas indígenas, por exemplo, um estudo das ilustrações das diferentes épocas proporcionadas por livros didáticos produzidos em diferentes períodos pode se constituir em rico material didático de apoio, transformando o livro em documento de época […]
(Circe Bittencourt, Livros didáticos entre textos e imagens. Em: Circe Bittencourt (org), O saber histórico na sala de aula.)
Para Circe Bittencourt, considerar um livro com um documento, significa que ele precisa
ter o seu valor histórico oficialmente reconhecido, seja pelas autoridades escolares ou pelo saber acadêmico, com o intuito de se evitar olhares preconceituosos contra os povos indígenas.
representar efetivamente um contexto histórico, sendo que as análises devem se voltar para as obras mais produzidas e consumidas de uma determinada época e de um determinado espaço.
ser compreendido como uma obra que não sofre dos condicionantes provocados pelo mercado editorial, visto que historicamente a produção de materiais didáticos tem o controle estatal.
conter as principais análises e conteúdos exigidos pelas referências curriculares da época da edição da obra didática, condições que permitem comparações entre vários autores.
ser analisado dentro de pressupostos da investigação histórica, compreendendo-o como um objeto produzido em um determinado momento e também como sujeito de uma história da vida escolar ou da editora.