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Na historiografia da Revolução Francesa, o fenômeno do Terror é objeto de amplo debate. A esse respeito, leia a caracterização de François Furet.
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“As circunstâncias que cercam o nascimento do Terror serviram de meio de desenvolvimento à ideologia e às práticas progressivas das instituições terroristas. Tal ideologia, presente na revolução de 1789, é anterior às instituições, e delas possui uma realidade independente, ligada à natureza da cultura revolucionária francesa mediante três itinerários de ideias: o da regeneração do homem, que faz com que a Revolução Francesa se assemelhe a uma anunciação de tipo religioso; a ideia de que a política pode tudo; e a jurisdição ilimitada atribuída à soberania.”
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FURET, F. “O Terror” in Dicionário Crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, pp. 157-58.
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Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a perspectiva revisionista de Furet sobre o Terror.
O Terror é um mito criado no período termidoriano, para desacreditar o projeto igualitário de Robespierre.
As medidas extremas do Terror resultam circunstancialmente da ameaça aos ideais revolucionários dos anos de 1793-94.
O Terror tem raízes econômicas e resulta da pressão que os sans-culottes fazem na Convenção para tabelar o trigo.
A violência do Terror não é inédita, sendo um traço constitutivo da sociedade desigual do Antigo Regime.
O Terror é uma ideologia política voltada para impor a fabricação de um novo tipo de homem.