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Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, morre...

Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, morre aos 93 anos. A dona de casa empreendeu uma luta atrás dos dois filhos e uma nora desaparecidos durante a ditadura militar argentina e se tornou uma das mais emblemáticas ativistas pelos direitos humanos. A morte foi confirmada pela família e suas cinzas serão jogadas na Praça de Maio, onde se reunia todas as quintas-feiras com outras mães e avós que buscavam seus filhos e netos sequestrados pela ditadura.


(Líder das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini morre aos 93 anos. Tribuna on-line.)


Por inúmeras quintas-feiras, as Mães da Praça de Maio circularam a Pirâmide de Maio, monumento erguido em 1811 para celebrar a luta pela independência da Argentina. Como em quase todos os países da América do Sul, a Argentina viveu uma ditadura militar, que:


A

Ao contrário das demais ditaduras da América, mantinha um vínculo diplomático e econômico com a URSS, com a qual partilhava de uma ideologia ligada à ditadura do proletariado.


B

Durou mais de quarenta anos e que ainda traz, em suas metodologias de governo atual, resquícios daquele período, tais como a censura dos meios de comunicação e o culto ao líder.


C

Foi extremamente violenta usando, inclusive, campos de concentração e os chamados “voos da morte”: opositores arremessados vivos de aviões depois de passarem por torturas terríveis.


D

Mostrou como nenhuma outra a implantação da globalização, do pragmatismo, do neoliberalismo e das reformas de mercado, sob a égide do Estado forte e controlador, nos mais variados setores.