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Andar pela cidade é conhecer um pouco do passado de quem a habitou. Engana-se, entretanto, quem pensa que uma obra de arte, uma escultura ou uma simples fotografia pode sobreviver à ação do tempo. É na conservação e na restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural que reside a atuação do profissional, na busca por manter as heranças culturais e materiais para as novas gerações, através de diagnósticos e tratamentos, sempre respeitando a história contida em cada objeto.
(Conservação e Restauração de Bens Culturais.pdf.ufmg.br.)
Considerando a importância da conservação e da restauração das obras de patrimônio artístico, histórico e cultural e o respeito ao caráter único e irrepetível dos bens em questão, é premissa do conservador/restaurador:
Avaliar e garantir inequivocamente não apenas o estado de conservação, mas, sobretudo, o processo de construção do objeto a ser restaurado.
Utilizar materiais irreversíveis, ou seja, que não possam ser removidos a qualquer momento, evitando danos ao bem, impedindo, assim, novos restauros.
Cuidar para que qualquer proposta de intervenção seja antecedida de um minucioso trabalho de identificação, análises aprofundadas (histórica, formal, técnica).
Adequar o bem ao tempo presente, pois ele deve ter a marca desse tempo. Para alcançar tal resultado, haverá livre proposição do restaurador sem nenhuma intervenção.
Alterar, quando necessário, as ideias que orientaram a concepção do bem e as modificações introduzidas em todas as épocas, em busca da preservação da contemporaneidade.