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Texto I
Durante a idade média, o trabalho era duro e rural, e adaptado ao clima, às festas e aos repousos ditados pela família e religião, onde havia inúmeros dias santos. Trabalhava-se, em média, de 700 a 1.000 horas por ano. Camargo (1998) descreve: “A labuta iniciava ao alvorecer e terminava quando a luz do dia faltava, mas havia as pausas impostas pelo cansaço, aos domingos e feriados religiosos, das entressafras, a chuva era uma pausa forçada”.
(Retrospectiva do Lúdico. uniesp.edu.br.)
Texto II
Com a superexploração do trabalho, no caso, àquela relacionada à Revolução Industrial, aumenta-se as distâncias sociais, onde os indivíduos com maior poder aquisitivo diversificaram cada vez mais seu consumo e os de menor poder aquisitivo desenvolveram a organização sindical e sempre tiveram suas práticas restritas pela inexistência de equipamentos recreativos ou culturais coletivos, falta de recursos financeiros e dificuldades ligadas ao trabalho.
(LESSA, 2005.)
O título de “Revolução” à Revolução Industrial não é um simples acaso. De certa forma, todo e qualquer setor sofreu (sofre) influências e consequências desse processo. No que diz respeito à questão do direito ao descanso, ao lazer, ao repouso, ao tempo livre, liberado do trabalho:
Há a predominância, ainda na atualidade, da condenação ao “não fazer nada” e ao divertimento em geral, onde as atividades lúdicas são consideradas ociosas e geradoras de desvios de personalidade.
Sofre modificações de acordo com as peculiaridades do contexto histórico e sociocultural, no qual é desenvolvido, mas continua sendo visto maciçamente como “ócio”, talvez uma lacuna grave da produtividade.
É, exclusivamente, uma conquista das classes sindicais obtida após diversas reivindicações da classe trabalhadora, a qual eram destinadas exaustivas e massacrantes cargas horárias de trabalho, no advento da Revolução Industrial.
Existem, hoje, leis que regulamentam esse tempo, apesar de ainda ser visto, tanto pelos capitalistas quanto pelo proletariado, como prejuízo à produção, uma vez que para supri-lo houve a necessidade da criação de turnos e horas extras.
Apresenta-se, às vezes, na sociedade contemporânea, de forma diversificada, sendo confundido com aquisição de produtos da indústria cultural, consumismo, “lazer-mercadoria”, alienado, que visa à superação das frustrações crescentes no trabalho.