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O elo entre os assuntos públicos e as artes é particularmente forte nos países onde a consciência nacional e os movimentos de libertação ou de unificação nacional estavam se desenvolvendo. Não foi por acaso que o despertar ou ressurreição das culturas literárias nacionais na Alemanha, na Rússia, na Polônia, na Hungria, nos países escandinavos e em outras partes coincidisse com [...] a afirmação da supremacia cultural da língua vernácula e do povo nativo, ante uma cultura aristocrática e cosmopolita que constantemente empregava línguas estrangeiras.
(Eric J. Hobsbawm, 2007. p. 355-356.)
A restauração monárquica, uma das propostas do congresso de Viena, encontrou resistência em grande parte da Europa Ocidental, e vários movimentos revolucionários eclodiram, ao longo da primeira metade do século XIX, muitos deles impulsionados:
Pela crise de sentimento de pertença, uma vez que a mistura étnica e cultural era tão grande, que não havia pontos de culturas em comum.
Pelo proletariado e pelos artistas urbanos, grupos sociais fortes e organizados em sindicatos, associações e jornais que eram espalhados por toda a Europa.
Pelo nacionalismo que havia ganhado força nos locais invadidos pelas forças de Napoleão, pois, contra esse domínio, surgiram fortes sentimentos de identidade.
Pela crise religiosa que atingia tanto os grupos populares quanto a pequena e a média burguesia da Europa naquele período, a partir da ruptura com a Igreja Católica.
Pelo cerceamento do poder real conquistado anteriormente e pela a limitação das imigrações para as colônias, onde as chances de melhoria de vida eram maiores.