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Em relação às frentes de expansão e às estratégias de ocupação portuguesa dos interiores da América do Sul, assinale a alternativa correta.
Povos indígenas, como os xavantes e os caiapós, foram completamente dizimados, já no início do século 18, pelos bandeirantes, não tendo, por isso, papel ativo no processo de ocupação portuguesa dos sertões, como sugere a obra Caminhos e fronteiras (1957), do historiador Sérgio Buarque de Holanda.
No século 18, ao contrário do conhecido interesse pela lavoura açucareira litorânea, atividades econômicas incidentais, como as drogas do sertão, a exploração madeireira e a pecuária, não receberam qualquer atenção dos movimentos de conquista e de ocupação portugueses sobre áreas como o vale amazônico e as grandes bacias hidrográficas do Brasil central, como o Araguaia-Tocantins e o Xingu.
O padrão agroexportador e avesso às cidades, típico da colonização católica portuguesa, prejudicou a criação de redes urbanas estruturadas e de circuitos de comércio e abastecimento internos no Brasil colonial.
Embora existindo como uma possibilidade sempre presente nas avaliações da Coroa lusa, as autoridades lisboetas optaram, em 1739, por fundar a Vila Boa de Goiás (a ordem do rei data de 1736), ao invés da criação imediata de uma capitania autônoma, em razão da importância estratégica conferida às vilas no seio do espaço colonial.
A formação de vilas e de arraiais sertanejos deu-se sob a prevalência econômica e social da mineração aluvial, feita às margens de rios como o das Almas e o das Mortes, e, nessa dinâmica urbana em gestação, a agropecuária não teve relevância.