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“O arcabouço da transformação chinesa nos últimos 40 anos é desconcertante. A China é atualmente a maior economia mundial em paridade de poder de compra, e espera-se que supere os Estados Unidos como a maior economia em produto interno bruto (PIB) até 2025. Essa imensa transformação da economia e da vida da população chinesa desde a morte de Mao, em 1976, foi definida por uma vasta e importante mudança na maneira como os líderes chineses pensam a respeito de organização da economia. A ideologia econômica comunista de Mao foi substituída. Desde o começo dos anos 1990, o Partido Comunista Chinês (PCCh) definiu seu sistema econômico como uma ‘Economia Socialista de Mercado”. Essa autocompreensão está consagrada em todos os principais documentos ideológicos de seu Partido bem como na constituição chinesa”.
GEWIRTZ, Julian. Parceiros improváveis: reformistas chineses, economistas ocidentais e a formação da china global. Trad.Carolina Gaio. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. P.1.
Considerando a referência à “economia socialista de mercado” da China, marque a alternativa CORRETA a respeito dos fatores que levaram a tal modelo.
Novas ideias políticas e econômicas, estritamente provenientes de intelectuais comunistas chineses reformistas, exercem papel fundamental na reelaboração da relação do mercado com a intervenção estatal.
Mudanças no aparelho de Estado após a morte de Mao Tsé-Tung contribuem para uma nova visão econômica do país, com centralidade no desenvolvimento do campo, em investimentos estrangeiros em tecnologia e em planos trienais baseados em regras do livre mercado.
Diálogo franco e aberto entre economistas chineses, japoneses e sul-coreanos, contribuíram para a inserção de elementos do mercado no sistema socialista chinês, com exclusão de influências capitalistas ocidentais imperialistas.
Novas ideias políticas e econômicas, também derivadas da ajuda de economistas estrangeiros, exercem papel fundamental na reelaboração da relação do mercado com a intervenção estatal e contribuem com a evolução da ideologia e da política do Partido Comunista Chinês.
Diálogo entre economistas chineses, argentinos, estadunidenses e brasileiros contribuíram para a inserção de elementos do mercado ao sistema socialista chinês, com exclusão de influências divisionistas presentes face ao comunismo soviético e cubano.