É possível ser neutro frente à violência da conquista da...
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É possível ser neutro frente à violência da conquista da...

É possível ser neutro frente à violência da conquista da América? É possível ser neutro frente ao trabalho escravo? É possível ser neutro frente aos campos de extermínio nazistas? É possível ser neutro frente ao bombardeio de Hiroshima e Nagasaki? Ora, é impossível trabalhar esses temas com a mesma isenção do professor que ensina a regência dos verbos, o que não significa que este professor e aqueles das demais disciplinas não tenham compromisso com a educação dos futuros cidadãos. A diferença é que ensinar História também significa comprometer-se com uma estética de mundo, onde guerras, massacres e outras formas de violência precisam ser tratados de modo crítico.


MICELI, Paulo. Uma pedagogia da história? O ensino de História e a criação do fato. São Paulo: Contexto, 2009. p. 41.


De acordo com o texto, o ensino da História se difere das demais disciplinas na medida em que


A

liberta o educador para apresentar em sala de aula suas convicções e ideologias de forma isenta.


B

representa a disciplina capaz de analisar os acontecimentos humanos de forma crítica e conceitualmente imutável.


C

vincula seu conteúdo programático a uma responsabilidade crítica sobre os acontecimentos históricos.


D

contribui de forma ativa para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade.