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A administração e a autoridade reais da Inglaterra angevina não tinham qualquer equivalente fiel em toda a Europa do século XII. Mas, o poder pessoal do monarca logo foi seguido por precoces instituições de caráter coletivo da classe dominante feudal, com características singularmente unitárias: os Parlamentos. A existência na Inglaterra desses parlamentos medievais, a partir do século XIII, não constituía evidentemente uma particularidade nacional. O que os distinguia era mais o fato de se tratarem de instituições ao mesmo tempo “únicas” e “conglomeradas”. Em outras palavras, havia apenas uma assembleia, deste tipo, cujos limites coincidiam com os do próprio país, e não uma para cada província; no seio dessa assembleia, não existia a divisão tripartida de nobres, clero e burgueses, geralmente predominante no continente. Desde a época de Eduardo III, os cavaleiros e as cidades dispunham de representação regular no Parlamento inglês, lado a lado com os barões e bispos.
A precoce centralização da organização política feudal inglesa gerou duas outras consequências.
(Perry Anderson. Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
Uma dessas consequências foi
a falta de legitimidade das instituições políticas inglesas no decorrer dos séculos XIV e XV.
o aumento progressivo da participação das classes populares inglesas no Parlamento e nas decisões da Coroa.
o fato de o parlamento inglês conseguir assegurar uma tradicional negativa de poder legislativo do rei.
a recorrência de guerras civis envolvendo frações da nobreza e da burguesia comercial.
a formação de um poderoso exército da monarquia, que impôs o absolutismo com certa facilidade na Inglaterra.