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Poucas comemorações despertaram tantas paixões políticas como as do bicentenário da Revolução Francesa, em 1989.

https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/34804/convite-a-leitura-revolucao-francesa1789
No livro “Ecos da Marselhesa”, o historiador Eric Hobsbawm promoveu um rico debate sobre a Revolução Francesa, considerando-a um paradigma para outras revoluções sociais. Com base nos debates historiográficos, verifica-se que:
a Revolução Francesa foi vista como um processo complexo e de maneira nenhuma unilinear, o qual, não obstante, trouxe como clímax a longa ascensão da classe trabalhadora, que acabou substituindo a antiga sociedade por uma nova
durante a Revolução, o período da revolução radical, de 1792 a 1794, e especialmente o da República Jacobina, também conhecido como a fase do “Terror”, de 1793 a 1794, constituiu um marco ainda mais reconhecido universalmente
a interpretação burguesa da Revolução Francesa deixou de ser a interpretação dominante, não apenas entre liberais franceses, mas também entre os liberais de todos os países, nos quais a sociedade burguesa não havia ainda triunfado
o entendimento sobre a Revolução Francesa variou muito, por razões políticas e ideológicas, à medida que as pessoas a reviam desde 1789, apesar da discordância quanto ao fato de a França ter vivido uma profunda crise na velha monarquia em 1788