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A mesma maneira de ser que faz a mulher da sociedade comportar-se na arte de dona de casa, faz brilhar uma coquete na arte de divertir vários pretendentes. As artimanhas do coquetismo exigem um discernimento ainda mais fino, pois conquanto uma mulher bem-educada seja amável com todo mundo já faz muito. De fato, a mulher tem mais espírito, e o homem tem mais gênio, a mulher observa e o homem raciocina.
ROUSSEAU, Jean-Jacques, Émilio ou, da educação. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro: 1995, p. 459 e 535. Adaptado.
Com base no trecho, é correto afirmar que, para Rousseau,
a inferioridade intelectual das mulheres as posiciona subalternamente no projeto universal de razão iluminista.
a superioridade da razão feminina é percebida na sua capacidade inata de observação, praticada sobretudo nos ambientes dos salões.
a inserção das mulheres na vida pública é facilitada pela sua natural amabilidade e pelo fato de dominar a arte do entretenimento.
a educação feminina é pré-condição para sua emancipação do lar e ativa participação intelectual e política.
a independência socioeconômica conquistada pelas mulheres lhes permite escolher se querem ou não se dedicar às tarefas domésticas.