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É o século XVIII e a dinamização das sociedade e economia coloniais, a partir do ouro das Minas Gerais, que, afinal, possibilitariam a construção de um novo quadro social e político...
(Eduardo França de Paiva, De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História)
Nesse novo quadro, segundo Paiva, verifica-se
a elaboração, por parte da elite de cada uma das capitanias, de um projeto de articulação política para se contrapor ao colonialismo luso.
o reconhecimento da coroa portuguesa de que o desenvolvimento da metrópole se tornou, progressivamente, menos dependente dos espaços coloniais.
o interesse da burguesia mercantil portuguesa em diminuir as restrições mercantilistas que atingiam, sobretudo, o Brasil.
a ocorrência da inversão de posições entre metrópole e colônia, porque essa tornou-se mais rica, mais atrativa e mais promissora que Portugal.
a divisão entre as várias regiões que compunham a América portuguesa, pela qual algumas defendiam uma independência radical e outras, o colonialismo.