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Alguns envolvidos também foram capazes de pensar um Brasil...

Alguns envolvidos também foram capazes de pensar um Brasil sem escravos. Manoel José Novais de Almeida havia escrito pedindo que libertassem seus escravos no Brasil, “e servi-vos com gente forra e livre, terei menos inimigos; porque entre cristãos, não parece bem aos olhos da boa filosofia, que haja cristãos cativos”.

Mas, enquanto os conspiradores do Rio de Janeiro pertenciam, na sua maioria, às elites coloniais, quatro anos depois, na Bahia, uma conspiração de artesãos e escravos, brancos, pardos e negros também formularam ideias semelhantes. Também eles podiam imaginar um Brasil diferente […]


(Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota, A experiência brasileira. Formação: histórias)


Para Stuart B. Schwartz, os conspiradores baianos imaginam uma ordem na qual


A

o Brasil fosse elevado a Reino Unido a Portugal, Salvador voltasse a ser capital do Brasil e a cultura e exportação do açúcar fosse subsidiada.


B

a escravidão seria abolida, os portos abertos, as distinções de cor eliminadas e a igualdade de hierarquia e de oportunidade estabelecida.


C

o monopólio do tráfico negreiro seria reestabelecido, haveria a extinção do imposto de importação e a educação escolar básica implementada.


D

os escravos nascidos no Brasil seriam alforriados, o direito ao voto ficaria restrito aos proprietários e os colonos nascidos em Portugal seriam expulsos da Bahia.


E

a pequena propriedade seria a base de toda economia, o poder do rei devia ser legalmente limitado e os integrantes do clero deveriam ser expulsos da capitania.