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Começamos analisando a situação do mundo em 1789. Concluiremos examinando-o cerca de 50 anos mais tarde, ao final do meio-século mais revolucionário da história até hoje registrado. Desde cerca de 1830, tais mudanças cresciam visivelmente.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções: 1789-1848. Texto adaptado)
Entre outros exemplos em relação às “tais mudanças”, Eric Hobsbawm apresenta
as revoluções de 1820, marcadas pelo nacionalismo e pelo absolutismo monárquico, que provocaram um conjunto de leis no sentido de garantir plenos direitos políticos para todos os cidadãos.
as reformas políticas ocorridas na Grã-Bretanha, que ofereceram o direito ao voto universal, ao mesmo tempo, os colonos britânicos da Índia e Austrália ganharam o direito de voto para o parlamento.
os processos de unificações nacionais ocorridos na Alemanha e na Itália, processos estes que foram diretamente influenciados pelas ideias socialistas presentes nas revoluções de 1848.
a onda revolucionária de 1830 introduziu constituições moderadamente liberais - antidemocráticas mas também claramente antiaristocráticas - nos principais Estados da Europa Ocidental.
as consequências das revoluções liberais para o mundo do trabalho, no qual os sindicatos dos trabalhadores são legalizados e, a partir de 1830, implanta-se uma legislação de proteção aos assalariados.