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“Por muito tempo, os reinos da Espanha moderna foram denominados monarquias absolutistas. Nas últimas décadas, porém, a historiografia promoveu uma grande revisão da história política e avaliou a capacidade de governar e impor as leis sancionadas pelos soberanos. Em lugar de absolutista, a grandiosa Espanha de Carlos V e Felipe II recebeu a denominação de Monarquia polissinodal, o que significa uma organização política baseada nos Conselhos, onde o rei, a nobreza e o clero disputavam a soberania sobre povos e territórios ainda pouco definidos. Para além da dispersão do poder provocada pelos sínodos, o governo era incapaz de controlar a totalidade do território e de mantê-lo com instituições impessoais e duradouras.”
(RAMINELLI, Ronald. A era das conquistas: América espanhola, séculos XVI e XVII. Rio de Janeiro: FGV, 2013, p. 71)
Com base no texto, é correto interpretar que
a centralização política ocorreu de forma não linear, sendo necessária frequentes negociações com poderes locais.
o poder político no Estado absolutista era fundamentado na harmonia de poderes entre clero, nobreza e rei.
os Estados modernos que anexaram territórios não europeus exerceram controle político completo sobre as colônias.
o Estado Moderno espanhol, comparativamente a outros modelos de Estado, foi o de maior centralização de poder.
o poder exercido pelos reis dependeu da arquitetura constitucional do Estado.