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Que é, pois, ser velho na sociedade capitalista? É sobreviver. Sem projeto, impedido de lembrar e de ensinar, sofrendo as adversidades de um corpo que se desagrega à medida que a memória vai-se tornando cada vez mais viva, a velhice, que não existe para si mas somente para o outro. E este outro é um opressor. (BOSI, 1998, p. 8).
De acordo com o trecho acima e considerando a relação entre memória e sociedade na obra de Bosi, assinale a alternativa CORRETA:
Destruindo os suportes materiais da memória, a sociedade capitalista reabriu os caminhos da lembrança, arrancou seus marcos e reascendeu seus rastros.
A memória e sua relação com a sociedade não se relacionam com a presença de pessoas mais velhas, visto que essas estão ligados ao apagamento da memória.
Tanto a velhice quanto a memória constituem elementos indissociáveis à reflexão das condições oferecidas pela sociedade capitalista aos mais velhos e sua consequente valorização.
A memória não é oprimida apenas porque lhe foram roubados suportes materiais, nem só porque o velho foi reduzido à monotonia da repetição, mas também porque uma outra ação, mais daninha e sinistra, sufoca a lembrança: a história oficial celebrativa cujo triunfalismo é a vitória do vencedor a pisotear a tradição dos vencidos.