

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A noção de temporalidade em História ultrapassa a ideia de tempo cronológico, incorporando diferentes ritmos, durações e experiências vividas pelos sujeitos históricos. Essa compreensão permite analisar permanências e transformações nos processos sociais. Sobre o conceito de temporalidade, analise as assertivas a seguir.
I.A temporalidade histórica envolve múltiplas durações e ritmos sociais.
II.O tempo histórico se reduz à contagem cronológica dos acontecimentos.
III.As experiências humanas influenciam a forma como o tempo é percebido historicamente.
IV.A temporalidade ignora as permanências nos processos históricos
Está CORRETO o que se afirma em:
III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I e IV, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
O estudo das tradições orais, manifestações culturais e resistência de grupos sociais marginalizados contribui para a construção da identidade porque:
Substitui a necessidade de documentos escritos oficiais.
Revela experiências coletivas frequentemente apagadas nas narrativas dominantes.
Padroniza os valores culturais de uma nação.
Limita-se a comunidades indígenas isoladas.
Ignora conflitos geracionais em sociedades modernas.
A relação entre tempo e espaço é fundamental para a análise histórica, pois os processos sociais se desenvolvem em contextos espaciais específicos e em diferentes temporalidades. Essa articulação contribui para compreender as transformações das sociedades. Analise as afirmações a seguir.
(__)O espaço histórico é produzido socialmente ao longo do tempo.
(__)Tempo e espaço são categorias independentes na análise histórica.
(__)As relações sociais influenciam a organização do espaço.
(__)O espaço permanece imutável ao longo da história.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
F, V, F, V.
V, V, F, F.
F, F, V, V.
V, F, V, F.
V, F, F, V.
O processo de hominização envolve mudanças corporais e culturais ao longo de muito tempo. Esse processo se caracteriza por:
uma sequência linear de espécies, em etapas fixas, com um caminho único até o humano atual como ponto final de um percurso.
uma mudança rápida centrada no aumento do cérebro, com hábitos de vida mantendo padrão parecido em diferentes ambientes naturais.
um deslocamento recente de grupos humanos, com ocupação dos continentes guiada por rotas estáveis e baixa influência do clima.
um conjunto de transformações biológicas e culturais em várias populações, com adaptações ao ambiente e vida social mais complexa.
A definição etimológica de História Contemporânea indica que a compreensão de uma época não se refere simplesmente ao entendimento de um passado distante, mas a uma compreensão que vem de uma experiência da qual ele participa como todos os outros indivíduos. Contudo, na França, a expressão “História Contemporânea” possui outra significação. No último terço do século XIX, nós consideramos que a data inaugural da História Contemporânea foi a Revolução Francesa. Entretanto a palavra “contemporâneo” significa “ao mesmo tempo” e isso designa certa percepção ideológica da História, que se baseia em uma ideia simples, pois a civilização, o universo espaço-tempo no qual nós vivemos na França nasceu com a Revolução Francesa. Evidentemente essa afirmação não é falsa, mas também não é verdade.
Adaptado de AREND, Silvia; Fábio Macedo. “Sobre a história do tempo presente: entrevista com o historiador Henry Rousso”, Tempo e Argumento, vol. 1, n. 1, p. 202.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor considera que a História Contemporânea
deve ser delimitada por uma convenção historiográfica que fixa a Revolução Francesa como marco inicial desse período, em razão de seu caráter de descontinuidade histórica.
é definida por seu critério etimológico, entendida como o estudo do tempo vivido pelos próprios historiadores e por seus contemporâneos.
resulta de uma construção historiográfica elaborada na França e difundida internacionalmente, cujo significado histórico permanece restrito à realidade social francesa.
perdeu seu significado histórico, passando a ser utilizada apenas como denominação ideológica, desvinculada de um recorte temporal propriamente definido.
refere-se à experiência histórica compartilhada por sociedades de uma mesma época, posteriormente sistematizada pela historiografia em um recorte cronológico cujo marco inicial é a Revolução Francesa.
Observe a figura a seguir.

GRAÇA PRENÇA. M. V. S. História da Arte. São Paulo, Ática, 2002.
A arte é um dos aspectos mais ricos e significativos da produção humana, ela acompanha o homem desde seus primórdios. De tão expressivo, está presente nas mais variadas formas, aspectos e lugares, tamanha a preocupação do homem com o aspecto estético nas suas realizações. Neste contexto, as edificações também sofreram transformações no decorrer dos tempos. Por isso, ao se observar os detalhes e as características arquitetônicas da imagem, logo se deduz que ela é referente a uma Igreja, devido ao seu formato, tamanho e imponência. Analisando a imagem, pode-se afirmar que o movimento artístico com o qual ela se identifica é o
românico, pelo seu tamanho e aspecto enérgico e vigoroso, que muito mais representa um ambiente de paz e segurança, caracterizando uma verdadeira fortaleza aos serviços de Deus.
moderno, devido ao aspecto, desenvoltura e imponência da construção, sendo possível devido ao desenvolvimento da arquitetura associado aos avanços tecnológicos da era moderna.
gótico, dado às altas e irreverentes torres, bem como os grandes espaços para os famosos vitrais, bastante conhecidos no referido período e que proporcionavam um ambiente claro e ventilado.
barroco, pela junção de um caráter rústico, mas ao mesmo tempo majestoso, imponente e belo. Aspecto que denota, principalmente, a inerente habilidade do artista na execução do trabalho.
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer seja ela considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades ou no tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo. Entretanto, essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de origem ou até mesmo de retração em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Por conseguinte, os períodos têm uma significação particular; em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou, ao contrário, nas rupturas que essa sucessão evoca, eles constituem um objeto de reflexão essencial para o historiador.”
LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? (Tradução de Nícia Adan Bonatti). São Paulo: Editora UNESP, 2015. P. 12.
Com base na interpretação do texto sobre periodização e tempo histórico, analise as proposições a seguir:
I. Se a divisão do tempo histórico não é mero recorte cronológico, então a periodização constitui operação interpretativa vinculada a valores e perspectivas historiográficas.
II. Se a periodização é operação interpretativa, então os períodos não são dados naturais, mas construções que expressam determinadas concepções de mudança e continuidade.
III. Se os períodos são construções interpretativas, então toda narrativa histórica é arbitrária e desprovida de compromisso empírico.
IV.Se a sucessão temporal pode envolver rupturas e continuidades, então é possível articular diferentes ritmos temporais, inclusive aqueles associados à longa duração.
V. Se a longa duração relativiza o acontecimento singular, então a reflexão sobre rupturas perde relevância analítica.
Apenas I, II e IV são verdadeiras.
Apenas I, II, III e IV são verdadeiras.
Apenas I, II e V são verdadeiras.
Apenas I e IV são verdadeiras.
Apenas II e IV são verdadeiras.
A História é uma ciência que se ocupa da análise das ações humanas no tempo, sendo construída a partir da interpretação crítica de fontes históricas, as quais podem assumir diferentes naturezas, como documentos escritos, vestígios materiais e relatos orais.
Com base nessa concepção, assinale a alternativa correta:
O trabalho do historiador consiste em narrar os fatos históricos exatamente como ocorreram, sem a necessidade de interpretação das fontes.
As fontes históricas confiáveis são apenas aquelas de natureza escrita, pois garantem maior objetividade na reconstrução do passado.
O historiador interpreta criticamente diferentes tipos de fontes para construir explicações sobre o passado, reconhecendo que seu trabalho envolve análise e problematização.
A História tem como principal finalidade prever acontecimentos futuros com base em padrões identificados no passado.
A temporalidade histórica constitui um dos eixos estruturantes da epistemologia da História, definindo a forma como o historiador concebe, organiza e interpreta as experiências humanas no tempo. Acerca desse assunto, analise as afirmativas abaixo.
I. Do ponto de vista teórico, a temporalidade histórica rompe com a ideia de um tempo linear e progressivo. A historiografia contemporânea, sobretudo no âmbito da Escola Marxista, passou a compreender os fenômenos históricos a partir da noção de múltiplas durações, articulando permanências, rupturas, acelerações e continuidades.
II. Diferentemente da noção de tempo cronológico, homogêneo e mensurável, herdada das ciências naturais, a temporalidade histórica é qualitativa, plural e socialmente construída, sendo inseparável das representações, práticas e estruturas que conformam as sociedades ao longo do processo histórico.
III. Do ponto de vista metodológico, trabalhar com a temporalidade histórica implica reconhecer que diferentes sujeitos e grupos sociais experienciam o tempo de maneira desigual. Classes sociais, comunidades tradicionais, povos indígenas, grupos urbanos ou rurais constroem regimes temporais específicos, que influenciam práticas econômicas, formas de sociabilidade, rituais e concepções de futuro.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) afirmativa(s):
III, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
I, apenas.
No estudo do movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço, o ensino de História pode mobilizar diferentes interpretações historiográficas para compreender como sociedades se articulam em escalas que ultrapassam os limites dos Estados nacionais.
A esse respeito, leia o trecho a seguir:
Temos argumentado que a realidade social na qual vivemos e que determina quais opções temos não é constituída pelos múltiplos Estados nacionais dos quais somos cidadãos, mas algo maior. Um todo composto por muitas instituições - Estados e sistema interestatal, empresas produtivas, famílias, classes, grupos idiossincráticos de todos os tipos -, as quais formam a matriz que permite ao todo operar, mas ao mesmo tempo estimula os conflitos e as contradições que o permeiam.
O trecho caracteriza a teoria de
caos, de James Gleick.
economia-mundo, de Fernand Braudel.
história global, de Sebastian Conrad.
sistema-mundo, de Immanuel Wallerstein.
histórias conectadas, de Sanjay Subrahmanyam.
A compreensão histórica do tempo envolve reconhecer que diferentes sociedades constroem modos próprios de marcar as etapas da vida. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas abaixo.
I – Na nossa sociedade, o tempo biológico é marcado por anos de vida, geralmente comemorados nas festas de aniversário, e evidenciado em idades bem delimitadas, que possibilitam a entrada na escola, na vida adulta a maioridade, o direito de votar, de dirigir automóveis, etc.
II – Em culturas indígenas, as transições do tempo biológico são delimitadas pelas mesmas faixas etárias utilizadas na sociedade ocidental, com critérios explícitos de idade.
III – Em culturas indígenas, as passagens do tempo biológico, embora não sejam delimitadas por idades, têm marcas ritualísticas importantes, realizadas por cerimônias que indicam as fases de crescimento e de novas responsabilidades perante a comunidade.
Assinale a alternativa correta.
I, II e III estão corretas.
Apenas I e II estão corretas.
Apenas II e III estão corretas.
Apenas I e III estão corretas.
Apenas I está correta.
A elaboração de políticas patrimoniais ocorre em meio a interpretações concorrentes sobre o passado e seus significados sociais. A atribuição de valor a bens materiais e imateriais depende de critérios historicamente situados e de decisões institucionais. A memória coletiva expressa relações de poder, escolhas e silenciamentos. A análise historiográfica enfatiza o caráter processual desses reconhecimentos. O patrimônio histórico decorre da __________ de bens culturais e da __________ de sentidos sobre o passado.
Os termos que completam CORRETAMENTE o texto são:
fixação cultural - homogeneidade identitária
neutralização política - conservação objetiva
imposição técnica - eliminação de conflitos
seleção social - construção simbólica
A compreensão da temporalidade é um dos pilares do pensamento histórico, permitindo que os indivíduos se orientem no tempo e percebam as relações entre passado, presente e futuro. A História não se resume a uma sucessão linear de eventos, mas envolve a percepção de permanências, mudanças, rupturas e simultaneidades. Desenvolver a consciência histórica significa capacitar o sujeito a interpretar criticamente as transformações sociais e a reconhecer-se como parte de um processo contínuo.
A respeito da temporalidade e da consciência histórica, assinale a alternativa que melhor descreve sua importância no ensino de História:
A temporalidade histórica é relevante apenas para a memorização de datas e a organização cronológica dos fatos.
A consciência histórica é a capacidade de o indivíduo viver o presente sem se preocupar com as lições do passado.
A compreensão da temporalidade permite ao aluno identificar permanências e rupturas, situar-se no tempo e interpretar as transformações sociais.
O ensino de História deve focar exclusivamente no passado distante, pois o presente é muito complexo para ser analisado criticamente.
A temporalidade histórica é um conceito abstrato, sem aplicação prática para a vida cotidiana dos estudantes.
A noção de temporalidade varia conforme o contexto cultural e pode ser percebida tanto por marcos biológicos quanto por práticas sociais. Em algumas culturas, as transições entre fases da vida não se baseiam em idades numéricas, mas em outros critérios simbólicos. Considerando essa discussão, assinale a alternativa correta.
Na sociedade ocidental, o tempo biológico não possui relação com direitos como votar ou dirigir.
O tempo vivido é compreendido de forma idêntica em todas as culturas, sempre delimitado por idades cronológicas.
As culturas indígenas utilizam exclusivamente calendários anuais para marcar a passagem do tempo biológico.
Em culturas indígenas, as passagens do tempo biológico são marcadas por cerimônias que indicam fases de crescimento e novas responsabilidades.
As etapas da vida, como infância ou velhice, não fazem parte da percepção temporal humana.
A identidade é construída historicamente a partir de experiências sociais, culturais e simbólicas compartilhadas pelos grupos humanos. Esse processo envolve memória, pertencimento e diferenciação social. Considerando essa perspectiva, qual alternativa completa corretamente o enunciado a seguir?
A identidade não se transforma ao longo do tempo.
A identidade independe das relações sociais.
A identidade resulta da construção histórica e social dos sujeitos, articulando memória e pertencimento.
A identidade é individual e isolada do contexto histórico.
A identidade é fixa e determinada biologicamente.
O conceito de cultura, na perspectiva histórica, refere-se ao conjunto de práticas, valores, representações e saberes construídos socialmente. A cultura está em constante transformação, acompanhando as dinâmicas sociais. Com base nesse entendimento, qual alternativa é correta?
A cultura é determinada biologicamente e não se modifica.
A cultura é homogênea em todas as sociedades.
A cultura não se relaciona com o cotidiano social.
A cultura restringe-se às manifestações artísticas eruditas.
A cultura é construída historicamente e se transforma ao longo do tempo.
Leia o texto a seguir.
No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.
MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.
Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
falseados.
corrigidos.
rejeitados.
reforçados.
“A cultura de trabalhar identifica o sulbrasilense, que preserva em sua vida os valores das conquistas que passaram pela abertura braçal de estradas, derrubada de matas nativas, colheita manual e longas caminhadas até a escola.”
Com base nesse trecho, entende-se que o texto constrói a memória histórica do município a partir:
de uma narrativa exclusivamente econômica, centrada na produtividade agrícola.
de uma crítica às limitações estruturais enfrentadas pelos primeiros habitantes.
de uma descrição neutra e desprovida de juízo valorativo sobre o passado.
de uma valorização simbólica do esforço coletivo como elemento formador da identidade local.
O ator Wagner Moura, ao receber o Globo de Ouro (2026) na categoria de “melhor ator em filme de drama”, por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, proferiu a seguinte frase “Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem". A fala do ator demonstra a importância da memória dos acontecimentos para a formação dos sujeitos bem como da nação. Dessa forma, a categoria memória apresenta-se em constante campo de disputa.
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que:
Em seu artigo “Memória, Esquecimento, Silêncio”, Michael Pollak (1989) promove uma discussão em torno da "memória nacional" que, por seu caráter homogêneo e agregador, situa-se em um nível privilegiado que a coloca como isenta de disputas.
Para Maurice Halbwachs (1990), a "memória coletiva" se constrói ao longo do tempo pelos grupos sociais a partir de processos democráticos dando corpo ao que chamamos de “memórias oficiais” garantindo assim a diversidade dos mais diferentes grupos.
Para Michael Pollak, a História Oral, ao privilegiar os excluídos, marginalizados e as minorias, ressaltou a importância da “memória subterrânea” como parte das culturas minoritárias que se opõem à “memória oficial”.
Pierre Nora aponta que "lugares de memória" são monumentos por si. A memória enraíza no concreto sem necessidade de aura simbólica ou ritualização do espaço do lembrar.
Jacques Le Goff aponta que a "memória" é um elemento para a identidade, individual ou coletiva, mas a memória é tão somente uma conquista dos grupos ou indivíduos e não um instrumento de poder.
As pesquisas sobre o papel da farinha de mandioca na formação do mundo Atlântico moderno destacam duas ideias centrais e convergentes. A primeira diz respeito a como alguns aspectos fundamentais das sociedades que viviam no continente antes da invasão europeia não apenas persistiram, mas foram plenamente incorporados às que se fundaram depois, no contexto da colonização.
Nesse sentido, o caso particular da farinha de mandioca e de suas tecnologias de produção constituem um bom exemplo de como milênios de conhecimento e desenvolvimentos tecnológicos indígenas foram postos a serviço da constituição dos grandes impérios coloniais modernos, e, em especial, o português. Ao colocarmos o mesmo problema da perspectiva inversa, encontraremos a farinha de mandioca e, com ela, um corpo milenar de saberes ameríndios, no centro da explicação sobre a constituição histórica do capitalismo.
Adaptado de Lara de Melo dos Santos, “A farinha de mandioca e a formação do mundo atlântico na época moderna”, in: História das mercadorias: trabalho, meio ambiente e capitalismo mundial (séculos XVI-XIX) [recurso eletrônico] São Leopoldo: Casa Leiria, 2023, p 231.
Considerando a pesquisa citada na perspectiva do movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O texto indica que saberes e tecnologias indígenas, como a produção da farinha de mandioca, participaram de processos históricos amplos ligados à formação do mundo atlântico e das economias coloniais.
( ) O trecho sugere que, no contexto da colonização europeia, os conhecimentos produtivos indígenas foram substituídos por técnicas e saberes trazidos da Europa, considerados superiores pelos colonizadores em razão de sua suposta maior racionalidade e grau de civilização.
( ) A análise apresentada permite compreender que a circulação de produtos, técnicas e conhecimentos entre diferentes sociedades contribuiu para a formação de estruturas econômicas mais amplas, relacionadas ao desenvolvimento do capitalismo.
As afirmativas são, respectivamente,
V – F – V.
V – V – F.
F – V – V.
V – F – F.
F – V – F.