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Um professor de história inspira-se nas observações metodológicas de Leandro Karnal a respeito do uso de obras de arte no ensino da História para tratar da cultura do Renascimento: “Não se deve estabelecer na análise artística uma leitura de ‘reflexo’ da sociedade, pois significaria negar o estatuto da própria arte. A arte não é um reflexo, mas constitui também a maneira de perceber o mundo e passa a constituir este mesmo mundo”.

(Piero della Francesca, Perspectiva de uma cabeça, desenho a bico de pena, in Sobre a perspectiva do pintar, 1474.)
As opções a seguir interpretam corretamente o documento iconográfico no contexto da cultura renascentista, sem reduzir a arte a um reflexo da sociedade, à exceção de uma. Assinale-a.
Os estudos de perspectiva do artista, ao tomar o corpo humano como modelo, espelham a ideologia antropocêntrica própria da sociedade burguesados centros urbanos renascentistas.
A perspectiva do artista se baseia na arte da medida, entendida como projeção matemática dos corpos sobre a superfície da pintura.
As grandezas sofrem uma diminuição proporcional à distância do observador, como demonstrado na representação frontal da cabeça inclinada.
O artista transforma o corpo natural em sólido geométrico para torná-lo mensurável, seccionando a cabeça por planos meridianos e paralelos.
O artista produziu um manual técnico sobre as regras do desenho, fornecendo imagens explicativas para o cálculo da projeção geométrica.