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Leia os fragmentos a seguir.
1. Eu aprovo a completa não‐violência (...); mas esta não é uma renúncia a lutar contra a injustiça.(...) Eu sustento uma oposição mental e, portanto, moral à injustiça (...), contrapondo‐lhe uma arma mais afiada, frustrando a sua expectativa de uma resistência física de minha parte e (...) desorientando‐a. (Discurso de M. Gandhi, Young India, 1915.)
2. Digo a vocês hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã, ainda tenho um sonho. (...) Tenho um sonho de que um dia (...) os filhos de ex‐escravos e os filhos de ex‐donos de escravos poderão sentar‐se juntos à mesa da irmandade. (Discurso de Martin Luther King, Eu tenho um sonho, 1963.)
3. Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, da sua origem ou da sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar. (Autobiografia de Mandela, Long Walk to Freedom, 1995.)
Os trechos selecionados exemplificam as propostas de conduta de três importantes “profetas desarmados” do século XX, empenhados na defesa dos direitos civis.
Sobre os fragmentos acima, assinale a afirmativa correta.
O fragmento 1 descreve o conceito de resistência passiva enquanto adequação ao ideal budista de ausência do desejo de prejudicar os outros, base do conformismo indiano
O fragmento 3 expressa o projeto de construir uma nova identidade sul-africana, baseada em uma convivência democrática e multirracial.
Todos os fragmentos se referem à luta pela independência nacional, em um contexto de descolonização.
O fragmento 2 testemunha o uso político do conceito de guerra santa, como estratégia para lutar contra a segregação racial nos Estados Unidos.
O fragmento 3 é representativo da proposta do braço armado do Congresso Nacional Africano, em sua luta contra o regime do Apartheid.