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O artigo “Uma leitura do Brasil Colonial”, publicado no já longínquo ano de 2000 e, no ano seguinte, o livro O Antigo Regime nos Trópicos tiveram por base em grande medida as propostas impactantes, para os historiadores brasileiros, de António Manuel Hespanha. Esse foi o caso, por exemplo, do uso do conceito seminal de sociedade corporativa e polissinodal para entender a monarquia portuguesa da época moderna.
Adaptado de: FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda. Uma releitura do “Brasil colonial” a partir da obra de António Manuel Hespanha, Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 83, p. 42.
Com base no texto, assinale a afirmativa que descreve corretamente a inovação do conceito utilizado por António Manuel Hespanha para compreender a relação entre a monarquia portuguesa e seu território luso americano.
O conceito critica a análise que caracterizava a monarquia portuguesa pela sua pluralidade de modelos jurídicos e políticos, passando a descrevê-la como um poder centralizador, burocrático e organizado.
O conceito propõe a tese de que a monarquia portuguesa era um estado absolutista na época moderna, que determinava unilateralmente a relação de subordinação das colônias americanas.
O conceito rompe com as interpretações historiográficas que consideravam o monarca como centro da monarquia portuguesa em relação aos seus súditos peninsulares e provenientes dos territórios americanos periféricos.
O conceito caracteriza a monarquia portuguesa como uma entidade política centralizada na figura do rei, reconhecendo o compartilhamento de poder com outros, incluindo as instituições das possessões ultramarinas.