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O mundo só vai ser igualitário na medida do conhecimento sobre o qual ele é construído. O iluminismo surgiu numa época em que a Europa havia arrasado grande parte do mundo por meio do genocídio da escravidão e estava afirmando seu domínio pela expansão colonial. A arrogância dos seus pensadores só foi possível devido à violência da primeira versão do império Ocidental. Os ‘grandes pensadores’ se viram no centro do mundo como resultado disso e teorizaram a respeito de sua aparente supremacia. Um dos seus propósitos era oferecer uma justificativa para o genocídio, a escravidão e o colonialismo que eram absolutamente indispensáveis para o progresso do Ocidente. O iluminismo foi crucial na passagem para a nova era imperialista: ele ofereceu a estrutura de conhecimento universalista, supostamente racional e científica que sustentava a lógica colonial. É uma heresia questionar os homens brancos mortos porque suas obras estão na fundação da atual ordem social injusta. Entender que o iluminismo e o racismo não podem ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica colonial ainda governa o mundo hoje.
(ANDREWS, Kehinde. A nova era do Império: como o racismo e o colonialismo ainda
dominam o mundo. SP: Companhia das Letras, 2023. p. 38-39)
A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
enaltece o iluminismo como fundamento filosófico que construiu as bases de uma ordem política mundial justa e igualitária.
entende ser necessária uma abordagem crítica que considere as relações entre o iluminismo e o racismo como partes inseparáveis do projeto político-cultural do ocidente.
sugere uma crítica ao iluminismo por ter integrado os saberes dos povos africanos aos cânones científicos europeus.
propõe uma revisitação aos fundamentos epistemológicos do iluminismo de modo a adequá-lo às questões emergentes do mundo não-europeu.
sugere superar o iluminismo de modo a que a Europa retorne a sua condição de modelo civilizacional.