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O Movimento Negro conquistou um lugar de existência afirmativa no Brasil. Ao trazer o debate sobre o racismo para a cena pública e indagar as políticas públicas e seu compromisso com a superação das desigualdades raciais, esse movimento social ressignifica e politiza a raça, dando-lhe um trato emancipatório e não inferiorizante.
No caso do Brasil, o Movimento Negro ressignifica e politiza afirmativamente a ideia de raça, entendendo-a como potência de emancipação, e não como uma regulação conservadora; explicita como ela opera na construção de identidades étnico-raciais.
(GOMES, Nilma Lino O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. p. 21)
Para analisar o impacto do movimento negro na sociedade brasileira desde os anos 1970, vale destacar que
o movimento negro nos anos 2000 teve na educação uma área de atuação em que influenciou na elaboração de leis que garantissem a inclusão do ensino da história e da cultura afro-brasileira.
após a dissolução do ditadura civil-militar de 1964, o movimento negro considerava a luta institucional inapropriada para encaminhar pautas antirracistas, optando por lutas de caráter econômicas.
o movimento negro nos anos 1970 e 1980 afastou-se de qualquer vinculação político-partidária, priorizando os espaços de atuação na sociedade civil para encaminhar as pautas antirracistas.
o movimento negro restringiu a sua atuação no âmbito da cultura, especialmente na produção musical e teatral após o fim da ditadura civil-militar de 1964, o que contribuiu para a despolitização do movimento.
o movimento negro rompeu relações com os partidos políticos de esquerda nos anos 1970 e 1980, dada a ênfase no debate classista no âmbito do movimento sindical e o pouco espaço político aberto ao debate sobre a questão negra.