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A primeira fase do longo processo revolucionário francês (1789 – 1792) foi marcada pelo agravamento da crise econômica e pela insegurança diante das derrotas militares, além da oposição entre a Assembleia e o Rei, quando foram vetadas as medidas de emergência no dia 10 de agosto de 1792, após uma insurreição popular. Como resultado desse enfrentamento, o rei Luís XVI foi preso e a Assembleia dissolvida.
Concluída a primeira fase, a Revolução ingressou em sua fase mais radical, também conhecida como Era das Antecipações (1792-1794).
Como características e práticas dessa fase revolucionária que se iniciava, pode-se destacar o/a:
aprofundamento do processo revolucionário francês, já que a monarquia absolutista do rei Luís XVI tinha sido derrubada, ficando em seu lugar um governo autoritário nas mãos do partido que representava a alta burguesia, reunindo os deputados girondinos
fato de o país ter vivido um processo de calmaria e tranquilidade política, inclusive com o fim das intervenções externas na França, apesar de adotar medidas intolerantes com a oposição, notadamente os representantes da pequena burguesia
liderança de Robespierre que, sob as manobras políticas da pequena burguesia, levou o país à radicalização revolucionária, adotando medidas que iam ao encontro dos segmentos populares, mas também de intolerância com qualquer classe social
comando revolucionário nas mãos dos representantes da alta burguesia girondina que, ao conseguir anular o conjunto das medidas populares antes adotadas pela pequena burguesia, acabou restaurando a Monarquia Constitucional sob a coroa de Luís XVI