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Até recentemente era ainda possível acreditar que as formas de organização social humana tivessem aparecido “de repente” com a súbita evolução de um cérebro mais complexo que permitisse o desenvolvimento de formas simbólicas de se pensar e de se comunicar. É a imagem consagrada em filmes como “2001” ou “A Guerra do fogo” que retratam “o momento” em que o homem deixou de ser um animal para se tornar um ser humano, com uma linguagem simbólica e uma cultura. Se o ser humano realmente tivesse aparecido tão rapidamente, em uma mutação tão esplêndida que implicasse tantas outras mudanças, não haveria muita coisa a explicar na evolução da organização social humana. Precisaríamos apenas descobrir aquele momento em que o milagre aconteceu. Mas hoje é cada vez mais difícil sustentar esta ideia. (Werner, Dennis. 1990.)
Tema bastante complexo, o “processo de humanização e dinâmica da formação das sociedades humanas na Pré-história” gera curiosidade não só entre os estudiosos. No entanto, é possível afirmar que:
Só se pode entender os meandros da evolução humana e da organização social da Pré-história se olharmos unicamente pelo viés da transcendência das capacidades humanas.
É necessário, a fim de entender um pouco da organização humana ao longo da história, que se seccione totalmente a relação entre a evolução humana e o desenvolvimento das técnicas e produção material.
O debate comparativo entre os conceitos de humano, pós-humano e transumano, no meio acadêmico e científico em face dos desenvolvimentos da ciência e da tecnologia, põe fim a esse debate, plenamente esclarecido.
Se queremos entender a evolução da organização social humana, precisamos, então, pensar nas várias etapas pelas quais os nossos antepassados teriam passado para chegar às formas de organização social ao longo do tempo.