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Um professor irá discutir com a turma do 8º ano do ensino básico as formas da produção capitalista da época Moderna. Para tanto, apresenta a seguinte passagem:
A tradição era lei para as corporações. Os velhos métodos, o velho mercado, o velho monopólio, os negócios de sempre – isso agradava à maioria de seus membros. Mas não servia ao intermediário dinâmico, que não tinha tempo para a tradição, num período de crescente procura. Queria modificar os velhos métodos, fornecer para o novo mercado e lutar contra o velho monopólio das corporações. Estas, com suas numerosas regras e regulamentos, estavam fora de moda, fora do tempo, e impediam o desenvolvimento da indústria. Tinham de ser derrubadas, e o foram.
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 16 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1980. p.121
O professor lê para a turma o fragmento textual e explica que o surgimento da figura do intermediário trouxe consigo mudanças nas formas produtivas modernas. Nessa perspectiva, o intermediário
foi aceito no interior das grandes corporações por oferecer diversas inovações tecnológicas, que passaram a alterar e especializar as técnicas utilizadas na produção industrial.
representou os interesses das corporações de ofício junto aos soberanos absolutistas, garantindo privilégios tradicionais quando houvesse o aumento das rendas públicas.
assumiu as funções de mercador e comerciante durante a ampliação do mercado nacional e internacional, que passou a necessitar de volume produtivo e agilidade comercial.
atuou dentro da estrutura do sistema de corporações, mantendo as suas preocupações e restrições quanto aos salários, ao número de aprendizes e à qualidade do trabalho.