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Ao longo do primeiro semestre do ano de 2011, os países do Norte do continente africano, protagonizados pelas revoltas populares contra os regimes autoritários que dirigiam seus países, viveram a chamada “Primavera Árabe”, ilustrada na imagem a seguir.

Manifestantes tomam as ruas do Egito contra o ditador Mubarak, em 2011.
(Extraído em 22/09/23 de https://www.brasildefato.com.br/2021/02/24/da-eufori-aa-realidade-os-descaminhos-da-primavera-arabe-dez-anos-depois)
Para uma melhor interpretação da Primavera Árabe, acerca dos fatores geradores dessas revoltas, deve-se considerar e apreender que:
os acontecimentos foram propagandeados pelo Ocidente como um passo decisivo para a superação de regimes autocráticos, e que acabaram tomando rumos muito parecidos no conjunto dos países
o mundo árabe tem uma realidade ampla e complexa, devendo separar algumas situações, como os ocorridos na Tunísia e no Egito, que foram movimentos antidemocráticos e com forte caráter anti-imperialista
esse processo histórico teve detonadores comuns, destacando-se: a insatisfação das elites locais diante dos regimes autoritários, a busca dos anseios por liberdade de expressão e por métodos democráticos de se governar
os casos da Líbia e da Síria, marcados pela intervenção do imperialismo dos EUA e da Europa, tiveram o apoio das monarquias árabes reacionárias lideradas pela Arábia Saudita e a participação dos Emirados Árabes Unidos e a Turquia