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“[...] as citações dos profetas incluídas nos evangelhos abriram uma gama de possibilidades icônicas de todo imprevisíveis”.
Texto extraído de: GINZBURG, Carlo. Olhos de madeira: nove reflexões sobre a distância. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 116.
No capítulo Ecce, da mencionada obra, o historiador italiano propõe-se a contatar as análises sobre o Novo Testamento e a iconografia cristã. Sobre essa proposta analítica e suas conclusões, é CORRETO afirmar:
As narrações sobre Jesus nos evangelhos têm como base as citações de profetas da tradição judaica, o que é indício de que, em seu início, o cristianismo não sofreu influência da cultura grega.
Logo nos primeiros anos do cristianismo, fizeram-se presentes representações imagéticas (esculturas e gravuras) de passagens da bíblia e da vida de santos.
As resistências do clero, nos primeiros séculos do cristianismo, em representar Cristo e passagens da bíblia em imagens (gravuras e esculturas), indicam a influência da cultura grega na tradição cristã.
Nos séculos V e VI, a iconografia cristã foi marcada por imagens cultuais com conteúdo narrativo escasso ou inexistente.
A iconografia cristã na antiguidade foi marcada por uma ruptura em relação à tradição profética judaica, por conta da influência da cultura grega sobre o cristianismo.