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[...] A vinda da Corte, com a instalação do estado português no Centro-Sul, daria iníci...

[...] A vinda da Corte, com a instalação do estado português no Centro-Sul, daria início à transformação da colônia em “metrópole interiorizada”. Como uma metrópole, a Corte do Rio dava continuidade a uma estrutura política e administrativa da colônia, uma vez que as províncias do Norte e Nordeste continuavam sendo controladas e exploradas pela “metrópole” do Centro- -Sul. Naquelas duas regiões, houve um aumento dos impostos sobre a exportação do açúcar, tabaco, algodão e couros, criando uma série de tributações que sobrecarregavam as províncias no Norte e Nordeste, a fim de custear as despesas da Corte com o funcionalismo, obras públicas e suas despesas com as guerras na Guiana e no Prata. Para essas províncias parecia a mesma coisa dirigirem-se para Lisboa ou para o Rio.

(DIAS, 1982, p. 160-184.)

Segundo a vertente da ideia de “metrópole interiorizada”, a presença da Corte no Rio de Janeiro teria transferido de Lisboa para um ponto específico do país o papel de colonizar o resto do território. A partir dessa ideia, considera-se que:


A

Passamos a ser metrópole de nós mesmos. A construção do Estado seria uma recolonização a partir do Rio de Janeiro.


B

A presença portuguesa seria inócua no próprio processo de colonização, ficando essa a cargo dos próprios brasileiros.


C

A presença da Corte portuguesa representou, em linhas gerais, uma total ruptura com a economia, a cultura e a sociedade europeia.


D

O pacto colonial, também conhecido como exclusivo colonial, não teria sido aplicado em tempo algum nas relações comerciais entre lusitanos e americanos.