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As forças centrífugas que impediam a constituição de ordenamentos políticos estáveis e unificados na América Latina começam a desaparecer a partir da vitória das oligarquias primário-exportadoras, quando essas oligarquias finalmente encontraram uma condição de mercado onde estivessem respaldados os seus interesses dominantes ou melhor uma solidariedade econômico-social. O decisivo para debelar a instabilidade interna foi a nova forma de vínculo com o mercado mundial.
(Torres Rivas, 1987, p. 66.)
O momento da consolidação do Estado nacional pode ter coincidido com a afirmação de um produto primário para exportação que pudesse fazer frente às dificuldades de ordenamento econômico das sociedades latino-americanas, mas foi resultado também:
Do desenvolvimento das forças produtivas e dos mecanismos através dos quais as classes dominantes ou algumas de suas frações conseguiram impor seu domínio às demais.
Do radical processo de implantação do modo de produção capitalista em cada país latino-americano, orientado e subsidiado principalmente pelos EUA em sua política assistencial.
Dos empréstimos e investimentos dos bancos internacionais, feitos à população americana, de uma maneira maciça e equitativa, buscando diminuir as discrepâncias sociais.
Do apoio incondicional das nações europeias, recuperadas da grande crise imperialista, na segunda metade do século XIX, para o rápido incremento industrial em toda a América.