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Considere o texto a seguir:
“Mas as condições adequadas [para se fazer a revolução industrial] estavam visivelmente presentes na Grã-Bretanha, onde mais de um século se passara desde que o primeiro rei tinha sido formalmente julgado e executado pelo povo e desde que o lucro privado e o desenvolvimento econômico tinham sido aceitos como os supremos objetivos da política governamental. A solução britânica do problema agrário, singularmente revolucionária, já tinha sido encontrada na prática.”
(Eric Hobsbawm, Era das revoluções. Adaptado)
A solução a que o autor se refere associou-se
à reforma agrária que democratizou o acesso à terra, abrindo espaço à ascensão econômica das camadas médias em função da acumulação de capital por mérito próprio.
à grande quantidade de proprietários de terra com espírito comercial, com atividades agrícolas predominantemente dirigidas para o mercado.
à manutenção das terras nas mãos de uma aristocracia cortesã parasitária, mas que abria espaço aos camponeses para venderem o excedente da sua produção.
ao êxodo urbano, que contribuiu para o aumento da mão de obra disponível para o trabalho no campo em função do inchaço das cidades.
ao incentivo dado pela monarquia absolutista para o surgimento de uma camada de proprietários de terra voltados para a produção de subsistência.