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“As alterações nas formas de exploração feudal sobrevindas no final da época medieval estavam, naturalmente, longe de serem insignificantes. Na verdade, foram precisamente essas mudanças que modificaram as formas do Estado. Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição social tradicional — não obstante e contra os benefícios que elas tinham conquistado com a comutação generalizada de suas obrigações.”
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista. Adaptado)
O texto se contrapõe a uma tese hoje considerada ultrapassada na historiografia, que considerava o Estado absolutista
um árbitro entre a aristocracia e a burguesia e um instrumento da burguesia nascente contra a aristocracia.
uma forma de representação da extensão do poder da nobreza em um novo contexto político.
o resultado de uma aliança política entre a nobreza e a burguesia na luta contra as revoltas camponesas.
o auge do poder da Igreja Católica, em um momento em que a instituição disputava poder com a nobreza.
o resultado do processo de uma longa crise política e econômica da sociedade europeia nos séculos XIV e XV.