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Leia o texto a seguir e utilize-o para responder as questões 23, 24 e 25.
“Sem que seja necessário entrarmos em minúcias mais extensas, vê-se que o código das Doze Tábuas já se afasta muito do direito primitivo. A legislação romana se transforma como o governo e estado social. Pouco a pouco e quase à cada geração, produzirá alguma nova mudança. À medida que as classes inferiores fizerem um progresso na ordem política, uma nova modificação será introduzida nas regras do direito. (...) Uma revolução análoga ocorreu no direito ateniense. Sabe-se que dois códigos de leis foram redigidos em Atenas, separados por um período de trinta anos, o primeiro de Drácon, o segundo por Sólon. O de Drácon foi escrito no auge da luta das duas classes, e quando os eupátridas não estavam ainda derrotados. Sólon redigiu o seu no próprio momento em que a classe inferior o conquistou.”
“Na cidade da Baía eram as negras “ganhadeiras” que nas suas cabanas vendiam peixe fresco, salgado e seco, e as “caxiteiras" que vendiam carne seca com licença da Câmara. Esta obrigava-as a vender a peso, utilizando balanças bem aferidas. Outras negras vendiam hortaliças, frutas. Umas e outras tinham seus lugares de venda bem determinados pelos camaristas e aqueles que andavam pelas ruas vendendo os seus produtos também precisavam de licença do Senado da Câmara, não podendo de forma alguma sentar-se para fazerem sua vendagem”.
O excerto acima faz referência ao escravo de ganho, assinale a afirmativa INCORRETA sobre essa função:
Muitas vezes, aproveitando das habilidades de um escravo(a), o proprietário acabava transformando-o em um “escravo de ganho”. Nessa situação o escravo poderia vender “doce de tabuleiro”, realizar o transporte de cargas e pessoas, cuidar de um estabelecimento comercial ou fabricar utensílios.
Os escravos de ganho eram mandados pelos seus senhores à rua, para executar as tarefas a que estavam obrigados, e no fim do dia tinham que entregar a seus proprietários uma determinada quantia por eles previamente estipulada.
As escravas de ganho eram, na sua maioria, quitandeiras (vendedoras de doces e alimentos); eram elas que dominavam o pequeno comércio de rua de cidades como o Rio de Janeiro e Salvador. Para exercer esse trabalho, o escravo de ganho gozava de autonomia e liberdade de locomoção.
Os escravos de ganho eram aqueles em que o proprietário os alugava para outros. Eram cativos rurais, que tinham a incumbência de comercializar nas lavouras, fosse para o seu senhor ou para um senhor que alugava seus serviços.