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[...] Houve um tempo em que o ensino da história nas escolas não era mais do que uma forma de educação cívica. Seu principal objetivo era confirmar a nação no estado em que se encontrava no momento, legitimar sua ordem social e política – e ao mesmo tempo seus dirigentes – e inculcar nos membros da nação – vistos, então, mais como súditos do que como cidadãos participantes – o orgulho de a ela pertencerem, respeito por ela e dedicação para servi-la.
(LAVILLE, 1999, p. 26.)
Ao considerar que o ensino de história, atualmente, não está mais especificamente a serviço da manutenção do status quo das elites e da afirmação do Estado, é preciso partir do pressuposto de que a disciplina sofreu mudanças ao longo do tempo. Essas mudanças:
Estão ligadas, entre outros fatores, às reformas educacionais e mudanças sociais no país, além, é claro, das mudanças nas concepções historiográficas.
Relacionam-se direta e prioritariamente às questões econômicas, que incluem, desde o início desse século XXI, a derrocada do liberalismo em todas as suas nuances.
Foram determinadas exclusivamente pelas novas políticas públicas de ensino, que, ao passarem para um controle mais positivista, reverteram o padrão historiográfico.
São explicadas basicamente pela mudança dos atores sociais envolvidos, ou seja, como as discrepâncias sociais e políticas deixaram de existir, mudaram as perspectivas da história.