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Desde os primórdios de sua existência, o Brasil tem sido tanto uma ideia quanto um lugar. Significou coisas diferentes para pessoas diferentes e o próprio termo tem sido redefinido e reinterpretado para refletir as diferenças e discrepâncias entre pessoas de variadas extrações e posições sociais.
Para os historiadores, a habilidade em recapturar os conceitos variantes de Brasil sempre tem sido limitada.
(Stuart B. Schwartz, Gente da terra brasiliense da nasção. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)
Segundo o autor, a recaptura mencionada limita-se pela condição
do espaço colonial americano ter sido construído em meio a uma grave crise na exploração das especiarias orientais, resultando num povoamento sem a presença da fidalguia portuguesa.
de apego dos colonos aos novos domínios coloniais, demonstrado pela fidelidade ao soberano e pelo forte nativismo, como pode ser verificado na luta contra nações invasoras.
da presença das ordens religiosas que, com seus colégios e missões, recolheram múltiplas manifestações dos colonos, registrando-as em relatórios aos superiores e ao Estado português.
da imigração portuguesa para a América que, desde os primórdios da colonização, foi fundamental para resolver os problemas demográficos de uma população em constante crescimento.
de que aquilo que conhecemos a respeito da mentalidade dos habitantes do Brasil colonial tem sido extraído, em geral, dos escritos de um pequeno contingente da elite alfabetizada.