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“No caso específico da relação escravista, arguiu Godwyn, o batismo e o exercício das práticas religiosas, ao tornarem o escravo mais disciplinado, mais que compensariam os gastos envolvidos na sua conversão: sendo doutrinado, nos ofícios divinos dos domingos, no princípio da obediência aos poderosos, o cativo desempenharia suas tarefas ao longo da semana sem questioná-las”
Fonte: MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo, missionários da mente: senhores letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 45.
A partir da expansão da produção açucareira nas Antilhas Francesas e Inglesas, bem como na Colônia Portuguesa, no século XVII, aumentou, cada vez mais, a necessidade de justificativa do governo dos escravizados. Entre as formas legitimadoras desse tipo trabalho estavam:
A teoria liberal do trabalho remunerado.
A teoria greco-romana do trabalho ocioso.
A teoria cristã do trabalho escravo.
A teoria socialista do trabalho comum.
A teoria marxista da divisão social do trabalho.