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Dentre as inúmeras formas de resistência à escravidão negra na Amazônia, a mais comum e a mais reprimida foi a formação de mocambos ou quilombos, segundo Coelho, Bemerguy e Guedes (Amazônia e formação da sociedade nacional. Belém: Estudos Amazônicos, 2012). A respeito dos quilombos, é incorreto afirmar:
Consistiam em comunidades formadas majoritariamente por remanescentes de fugitivos da escravidão no Brasil e que remontam ao Período Colonial.
Representavam uma das formas de resistência ao sistema escravocrata que essas populações encontraram, muitas vezes após fugas individuais e coletivas de senzalas e plantações.
Compunha-se em sua maioria de populações negras rurais ou urbanas que fugiam da escravidão, embora neles vivessem também indígenas e brancos livres
Eram locais próximos aos centros urbanos, formados sobretudo por escravos libertos que organizavam esses espaços de acordo com seus interesses e necessidades, a fim de garantir suas territorialidades.
Localizavam-se distante dos centros urbanos, formados em geral por escravos fugidos, nos quais construíam suas próprias regras e organização socioespacial.