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“Embora na concepção de Lutero todos os setores da vida humana estejam submetidos à vontade de Deus e devam servir para atender as necessidades das pessoas, ao fazer a distinção de que o ofício precípuo da Igreja é de ordem espiritual tão somente, forças políticas, econômicas, sociais e culturais puderam desabrochar e desenvolver-se sem as amarras às quais estavam submetidas. A ordem social já não seria mais regrada por um direito divino imutável, mas por um direito humano, reformável de acordo com realidades contextuais.”
Walter Altmann, pastor emérito da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, com doutorado em Teologia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha. Extraído de: https://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao514.pdf
A partir do fragmento acerca de algumas das concepções luteranas, pode-se afirmar corretamente sobre o momento bastante conturbado por que passava a Igreja Católica no decorrer do século XVI, o fato:
da Reforma empreendida por Martin Lutero, no início do século XVI, ter contribuído, pelo menos, para manter a unidade da cristandade na Europa Ocidental
da Reforma Católica, que ficou conhecida como Contrarreforma, ter conseguido eliminar qualquer tipo de perseguição realizada aos seus críticos e opositores
das Reformas Protestantes que se espalhavam por quase toda a Europa, em geral, terem contribuído para fortalecer a prática da venda das Cartas de Indulgências
dos Tribunais da Santa Inquisição ou do Santo Ofício terem ficado responsáveis pela punição aos infiéis e pela censura aos livros considerados ofensivos à fé católica