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O quilombo traz, como experiência, a presença de...

O quilombo traz, como experiência, a presença de tecnologias e da cosmovisão africana na sua formação, durante o escravismo, e nas suas práticas de resistência. O jongo, manifestação que surge nas fazendas cafeeiras durante o século XIX, também estabelece essa relação. A representação do quilombo, como território que reorganizou as práticas africanas no Brasil associadas à resiliência, e do jongo, como filosofia de vida e prática organizada a partir de códigos trazidos do continente africano, seguem a linha de compreensão da formação da diáspora africana a partir da epistemologia da ancestralidade.


(Oliveira, 2009.)


Mostrar a presença das tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil implica, entre outros fatores:


A

No rompimento das noções de relativismo cultural muitas vezes institucionalizado e divulgado pelo Brasil.


B

Em contrapor-se a visão segundo a qual a população negra não detinha conhecimentos sofisticados e próprios.


C

Em excluir de vez as teorias que denotam as comunidades tradicionais africanas como “atrasadas” e “selvagens”.


D

Na crença de uma perspectiva diferenciada que visa salientar a complexidade das tecnologias europeias em contraposição aos rudimentos africanos.