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Os cristãos formavam comunidades organizadas, que se reuniam em torno das igrejas e respeitavam uma estrutura hierárquica formal, composta de supervisores (em grego, episkopos ou bispos), diáconos e presbíteros. Além disso, o Cristianismo já havia se adaptado melhor às tradições romanas e vice-versa. [...] Em 313, o novo governante, Constantino I, percebeu que, ao invés de combater a cristandade, poderia trazê-la para seu lado e usá-la como base de sustentação de seu império. “Constantino foi um visionário. Fez uma opção política pelo cristianismo, numa época em que apenas 10% da população pertencia a essa fé” [...].
(DREHER, 2013.)
A partir da chegada dos povos germânicos em grande parte da Europa Central, sofrem grande influência da cultura greco-latina. Nesse processo:
Os povos germânicos, agora romanizados e cristianizados, prosseguem com suas religiões politeístas, mas sem um culto organizado.
A evangelização e a pregação, embora absolutamente proibidas pelo Papado, vão se tornar fundamentais para a expansão cristã na Europa.
A cristianização do Ocidente é assim marcada pelo crescimento do Papado e apenas Clóvis I, rei dos Francos, se recusa a assumir o Cristianismo.
A doutrina cristã tem assim ao seu alcance um vastíssimo público, onde as religiões existentes eram pagãs, de ideologia difusa e cultos diversificados.