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Leia o texto a seguir:
Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados nos livros didáticos os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo.
(Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado)
A imagem de um D. Pedro II velho foi construída
no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos de explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade.
no contexto da década de 1880 e demonstra a intenção dos apoiadores da monarquia de associarem D. Pedro II às ideias de experiência e sabedoria.
à época das lutas antiescravistas e demonstra a intenção dos abolicionistas de relacionar o imperador à forma arcaica e ultrapassada da escravidão.
por ocasião da comemoração do cinquentenário da República, em 1939, e demonstra a intenção de Vargas de se apresentar como herdeiro de um grande estadista.
no início da Primeira República, e demonstra a intenção da oligarquia paulista de apresentar D. Pedro II com um semblante semelhante ao de Cristo e Tiradentes.