Questões de Concurso sobre Brasil Monárquico - Período Regencial - 1831 a 1840

 
 
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Durante o período regencial brasileiro, a região Sul foi palco de movimentos que contestavam a centralização do poder imperial. Em Santa Catarina, a ocupação de parte do território por forças revolucionárias resultou na proclamação de uma república efêmera, associada a um conflito de maior amplitude ocorrido na região. Esse episódio revela tensões políticas e econômicas do Brasil oitocentista. À luz desse contexto, a chamada República Juliana pode ser compreendida como:


A

Um movimento separatista vinculado à Revolução Farroupilha.


B

Uma guerra internacional envolvendo países do Prata.


C

Uma revolta escrava de caráter abolicionista.


D

Um levante indígena contra a ocupação colonial.


E

Um conflito exclusivamente religioso contra o Império.

Entre 1835 e 1875, o Império do Brasil enfrentou uma série de revoltas sociais e provinciais que, embora distintas em duração, localização, composição social e projeto político, compartilharam um pano de fundo comum: a tensão produzida pela formação do Estado nacional centralizado, a distribuição desigual do poder territorial, a crise das economias regionais, a exclusão política de amplos segmentos da população e a persistência da ordem escravocrata. Essas revoltas desafiaram simultaneamente elites imperiais, arranjos locais de poder e estruturas socioeconômicas, sendo, em alguns casos, mais radicais em seus novos pactos sociais do que os levantes liberais liderados por setores oligárquicos.


Em um estudo comparado, um pesquisador concluiu que algumas dessas revoltas expressaram conflitos sociais de base popular e antioligárquica, outras assumiram um caráter separatista ou autonomista com liderança de elites regionais, e algumas combinaram questionamentos raciais e religiosos à ordem escravocrata ou rupturas técnicas e fiscais na modernização territorial do Império. Considerando essa tipologia e a coerência histórica dessas revoltas, assinale a alternativa correta e precisa:


A

A Balaiada e o Quebra-Quilo tiveram origem nas áreas cafeeiras do Sudeste, como reação à modernização ferroviária e à adoção da tarifa externa comum do Mercosul, tornando-se símbolos de resistência camponesa contra a industrialização brasileira do século XIX.


B

A Sabinada foi o único levante do período regencial com participação de camadas médias urbanas, pois todas as demais revoltas citadas tiveram composição exclusivamente rural, sem impactos políticos nas capitais provinciais do Império.


C

A Farroupilha e a Sabinada expressaram separatismo popular anticapitalista, rompendo com o manejo de elites regionais e propondo um modelo econômico de estatização das grandes propriedades e abolição imediata da escravidão nas províncias rebeldes.


D

A Revolta dos Malês e a Cabanagem podem ser classificadas como revoltas sociais de base popular com questionamentos diretos à escravidão, mobilização de sujeitos subalternizados e proposição de novos pactos sociais, ainda que não unificadas em um projeto nacional.

O período regencial, entre 1831 e 1840, aprofundou o caráter unitário do Estado brasileiro, definido pela Constituição promulgada em 1824 ― com o Ato Adicional de 1834, as províncias perderam o direito de eleger seus governantes e parlamentares ― havendo consenso historiográfico de que a alteração constitucional assegurou a integridade territorial do país.


C

Certo


E

Errado

O Golpe da Maioridade, ocorrido em 1840, marcou o momento em que Dom Pedro II, com apenas 14 anos, foi declarado maior de idade e passou a governar o Brasil como imperador. Essa decisão foi apoiada pelas elites políticas e econômicas, que acreditavam que a presença do jovem imperador traria estabilidade ao país, após um período de muitas crises e revoltas durante a Regência. Com base nessas informações, é correto afirmar que o Golpe da Maioridade teve como principal consequência:


A

A volta de Dom Pedro I ao trono do Brasil


B

O início do governo de Dom Pedro II e o fim do período regencial.


C

A Proclamação da República e o fim da monarquia.


D

A independência do Brasil em relação a Portugal.

"Imperador de 1840 a 1889, D. Pedro II teve sua vida contada a partir de episódios repletos de dramaticidade e destacada com base neles. Primeiro monarca nascido no Brasil, Pedro de Alcântara foi comparado ao Menino Jesus na tradição portuguesa, revisto como Imperador do Divino na ladainha brasileira, entendido como um novo D. Sebastião pelos últimos fiéis das previsões de Vieira. Filho de Bragança, Habsburgo e parente direto dos Bourbon, D. Pedro era reconhecido como um pequeno deus europeu, cercado por mestiços. Órfão de mãe com um ano, de pai aos dez, imperador aos catorze e exilado aos 64, no seu caminho é difícil notar onde se inicia a fala mítica da memória, quando acaba o discurso político e ideológico; onde começa a história, onde fica a metáfora.”


SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 21.


No trecho apresentado, Lilia Moritz Schwarcz discute a trajetória de Dom Pedro II a partir de uma narrativa marcada por imagens míticas, religiosas e simbólicas, que se entrelaçam com discursos políticos e ideológicos. Com base na interpretação do texto, é CORRETO afirmar que a autora:


A

Demonstra que a biografia de D. Pedro II pode ser plenamente compreendida por meio de uma sequência objetiva de fatos históricos, desde que se eliminem os elementos simbólicos da narrativa.


B

Indica que a construção da imagem do imperador resultou de um processo consciente de sacralização política, no qual mito, religião e genealogia europeia foram mobilizados para legitimar o poder monárquico no Brasil.


C

Defende que as comparações religiosas atribuídas a D. Pedro II expressam crenças populares espontâneas, desprovidas de função política ou ideológica.Defende que as comparações religiosas atribuídas a D. Pedro II expressam crenças populares espontâneas, desprovidas de função política ou ideológica.


D

Estabelece uma separação clara entre memória, mito e história, atribuindo à historiografia a tarefa de corrigir definitivamente as distorções simbólicas do passado imperial.


E

Sustenta que a imagem mítica de D. Pedro II decorreu exclusivamente de sua origem europeia, sendo irrelevante o contexto social e racial do Brasil oitocentista.

Entre 1831 e 1840, o Brasil viveu o Período Regencial, marcado pela ausência de um imperador maior de idade, pela intensificação dos conflitos políticos entre centralizadores e descentralizadores e pela eclosão de diversas revoltas regionais. A fragilidade do poder central, somada às disputas entre liberais moderados, exaltados e restauradores, colocou em xeque a unidade territorial e a estabilidade do Estado nacional recém-independente.


Suponha que, em 1838, um regente receba relatórios simultâneos sobre:


A eclosão de uma revolta armada de caráter popular e republicano no Nordeste;

A pressão das elites provinciais por maior autonomia administrativa;

O temor das elites agrárias de que a ampliação da participação política das camadas populares levasse à ruptura da ordem social escravista.


Considerando o contexto do Período Regencial e as medidas adotadas pelo governo central, qual seria a estratégia correta para preservar a unidade do Império e atender, ainda que parcialmente, aos diferentes interesses em jogo?


A

Suspender temporariamente a Constituição de 1824, governando por decretos até a pacificação completa do território.


B

Estabelecer um regime republicano federativo, incorporando as demandas populares e encerrando a crise política do período.


C

Conceder ampla autonomia política e militar às províncias, permitindo a formação de exércitos regionais e a eleição direta de governadores.


D

Reprimir militarmente todas as revoltas regionais e, simultaneamente, revogar medidas descentralizadoras, restaurando integralmente o poder central.


E

Implementar reformas descentralizadoras limitadas, como a ampliação dos poderes provinciais, mantendo instrumentos de controle central e reprimindo seletivamente os movimentos considerados radicais.

Entre os trechos selecionadas da obra História Concisa do Brasil, de Bóris Fausto (Edusp: 2000), aquele que se refere ao período regencial brasileiro é:


A

“Por certo, muitos descontentamentos com a Corte permaneceram, mas nada que lembrasse a insatisfação de algumas regiões do nordeste do Brasil onde despontaram as ideias de república. A elite política promotora da independência não tinha interesse em favorecer rupturas que poderiam pôr em risco a estabilidade da vida da antiga colônia, nos moldes existentes.”


B

“Legislou-se sobre a repartição de rendas entre o governo central, as províncias e os municípios. Atribuiu-se às assembleias provinciais competência para fixar as despesas municipais e das províncias e para lançar os impostos necessários ao atendimento dessas despesas, contanto que não prejudicassem as rendas a serem arrecadadas pelo governo central.”


C

“A Praieira não era, porém, uma revolução socialista. Precedida por manifestações contra os portugueses, das quais originaram-se várias mortes no Recife, teve como base, no campo, senhores de engenho ligados ao partido liberal. Sua razão de queixa era a perda do controle da província para os conservadores. O núcleo urbano dos praieiros (...) sustentou um programa favorável ao federalismo.”


D

“Navios britânicos penetraram em águas territoriais brasileiras, ameaçando mesmo bloquear os principais portos. A escalada britânica provocou incidentes ao longo da costa; o mais sério consistiu na troca de tiros entre um navio da esquadra inglesa e o forte de Paranaguá, no Paraná. As possibilidades de resistência do governo imperial diante dessa grande pressão eram bem reduzidas.”

Considere as afirmações sobre o período regencial brasileiro (1831-1840):


I. As Regências se caracterizaram por conflitos regionais como a Cabanagem e a Farroupilha, revelando tensões entre o governo central e elites locais.

II. O Ato Adicional de 1834 centralizou ainda mais o poder no Rio de Janeiro, eliminando autonomias provinciais.

III. Movimentos populares de cunho separatista foram rapidamente sufocados, sem grandes repercussões na organização política posterior.

IV. As disputas entre liberais e conservadores influenciaram a estruturação do Estado, levando ao golpe da maioridade de D. Pedro II.


Estão CORRETAS as afirmativas:


A

I, II e III, apenas.


B

I e IV, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I, III e IV, apenas.

Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravizados e libertos ocupou as ruas de Salvador, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Foi a Revolta dos Malês.


(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)


Ainda sobre essa revolta, segundo a obra citada, é correto afirmar que


A

o uso do termo Malê, na Bahia da época, não denominava uma etnia africana particular, mas o africano que tivesse adotado o Islã.


B

o movimento rebelde baiano inspirou processos semelhantes em outras cidades, como Ouro Preto e São Paulo.


C

os rebeldes estavam articulados com as principais lideranças quilombolas que atuavam no Recôncavo Baiano.


D

a Assembleia Geral, temendo outras rebeliões, apressou a criação de leis encaminhando o fim do tráfico negreiro.


E

os rebeldes contaram com o apoio de uma parcela da elite baiana, interessada em enfraquecer o governo regencial.

Após a ruptura com Portugal, a formação do Estado brasileiro envolveu disputas entre projetos centralizadores e descentralizadores, refletidas nos conflitos regionais e nas transformações políticas do período regencial e dos reinados. As tensões entre diferentes grupos sociais, somadas aos desafios econômicos e administrativos, definiram o ritmo de consolidação do país e a capacidade do governo de exercer autoridade sobre o extenso território. Nesse cenário, avalie as afirmativas que discutem a dinâmica das instituições políticas e dos movimentos sociais desse período histórico.


I.O 1º Reinado foi marcado por centralização do poder e estabilidade política sem grandes conflitos regionais.

II.O período regencial promoveu maior descentralização e intensificação de movimentos populares, como a Cabanagem e a Balaiada.

III.O 2º Reinado fortaleceu a monarquia por meio da conciliação entre elites locais e políticas de incentivo à imigração e à economia cafeeira.

IV.Durante o 2º Reinado, a escravidão foi abolida imediatamente, sem resistência econômica.


Está CORRETO o que se afirma em:


A

I, III e V, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I e IV, apenas.


D

III, IV e V, apenas.


E

I e III, apenas.

"A construção de uma identidade nacional foi tarefa urgente nos processos de formação dos Estados Nacionais e de constituição dos “nacionalismos”, ao longo do século XIX. Se foi difícil na perspectiva política, mais complicada ainda nos âmbitos social e econômico. Nos dias atuais, assistimos as dificuldades na consecução das comunidades e mercados internacionais, percebendo o quanto é difícil lidar com a questão das “nacionalidades”. Discursos são criados mostrando como a união de todos é fundamental para a sobrevivência de cada um. Esta mesma retórica da “união” e da “unidade”, no caso do Brasil, de Portugal e das possessões africanas, foi largamente utilizada no final do século XVIII e início do século XIX. Visava-se uma certa utopia: o Império Luso-Brasileiro, rico, forte e poderoso.”


Fonte: RIBEIRO, Gladys Sabina. A liberdade em construção. Rio de Janeiro: Relume Dumará/FAPERJ, 2002, p. 9


Sobre os laços que uniam Brasil e Portugal, nos anos que imediatamente antecederam e sucederam o processo de independência, é possível afirmar que:


A

a utopia do Império Luso-Brasileiro, que povoava o imaginário social no século XIX, foi responsável por consolidar a experiência de estabilidade política e social no Primeiro Reinado.


B

a utopia do Império Luso-Brasileiro alimentou diversas manifestações populares contra o governo de D. Pedro I, considerado ilegítimo por ter representado uma ruptura com o projeto inicial de construção de um império unificado.


C

os movimentos nacionais populares do Primeiro Reinado, inspirados pela utopia de um Império LusoBrasileiro, tinham como eixo principal a identidade com os interesses dos portugueses residentes no Brasil.


D

propagada principalmente durante o período de permanência da família real portuguesa no Brasil, a utopia de um Império Luso-Brasileiro unificado não impediu o desenvolvimento de uma visão lusófoba que, opondo brasileiros e portugueses residentes no Brasil, culminou com a abdicação de D. Pedro I.


E

D. Pedro I, beneficiando-se politicamente da aceitação de seu governo em decorrência da utopia de um Império Luso-Brasileiro unificado, conseguiu promover maior concentração de poderes em suas mãos, com a outorga da Constituição de 1824 e a implantação do Poder Moderador.

O período do Brasil Império abrange a construção do Estado nacional, a consolidação da economia cafeeira e processos sociais como a escravidão e sua abolição. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:


I.A independência em 1822 garantiu autonomia política formal, mas manteve a estrutura econômica escravista.

II.A economia cafeeira no século XIX consolidou elites regionais e redes comerciais internacionais.

III.A abolição da escravatura, em 1888, solucionou imediatamente as desigualdades sociais no país.

IV.A construção do Estado imperial buscou conciliar centralização do poder e manutenção de privilégios locais.


É correto o que se afirma em:


A

I, III e IV, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

II e III, apenas.


D

I e III, apenas.

Durante o conturbado Período Regencial, a eclosão de movimentos como a Cabanagem, Balaiada e Revolução Farroupilha revelou não apenas a fragmentação sociopolítica do Império nascente, mas também os limites operacionais das reformas centralizadoras propostas pelo governo regencial. Considerando as interpretações de autores como Ilmar Rohloff de Mattos, José Murilo de Carvalho e Emília Viotti da Costa, qual proposição exprime, de forma mais acurada, um elemento transversal que qualifica essas revoltas no contexto da construção da soberania imperial?


A

A repressão armada empreendida pelas forças legais constituiu mecanismo estruturante da autoridade regencial, viabilizando, de maneira residual, a incorporação institucional das elites locais insurgentes.


B

A multiplicidade de demandas regionais, aliada à mobilização de setores subalternos, expressou um déficit de representação no aparato monárquico, tensionando o projeto centralizador do Estado nascente.


C

A articulação entre oligarquias provinciais e núcleos militarizados de resistência resultou em pactuações transitórias que ampliaram a capacidade adaptativa da regência diante das clivagens territoriais.


D

O protagonismo de frações civis urbanas nos processos insurrecionais revelou uma inflexão liberalizante do pacto imperial, reforçando o protagonismo legislativo das Assembleias Provinciais.


E

As revoltas expressaram a continuidade de uma racionalidade política herdada do Antigo Regime, centrada no corporativismo senhorial e no clientelismo paroquial como fundamentos da coesão sociopolítica.

Tal revolta, ocorrida em 1836, durante o período regencial, marcou a história política de Sergipe. Os Corcundas se viram encurralados e temendo perder as eleições adulteraram documentos e fraudaram as atas da eleição para deputado da província. Durante esse episódio, foram registrados alguns assassinatos, roubos e perseguições aos moradores. Em decorrência desse fato, os partidos políticos ganharam a alcunha de Rapina (Conservadores) e Camundongos (Liberais) (adaptado de PINTO, 2018). Assinale a alternativa que apresenta a revolta ocorrida em Sergipe no ano de 1836.


A

Revolta dos Mascates


B

Revolta dos Emboabas


C

Revolução Federalista


D

Revolta de Santo Amaro

As primeiras décadas do Brasil independente foram de forte instabilidade política e social, inclusive pela eclosão de várias revoltas armadas de Norte a Sul do país, algumas das quais com nítido sentido social, a exemplo da Cabanagem e da Revolta dos Malês.


C

Certo


E

Errado

Antes da república, o Brasil viveu um regime monárquico, que existiu entre 1822 e 1889. Neste período, o país teve dois imperadores, que foram:


A

Dom Pedro I e Dom Pedro II.


B

Dom João VI e Dom Pedro I.


C

Dom Pedro II e José de Bonifácio.


D

Pedro Alvarez Cabral e Cristóvão Colombo.


E

Pedro Alvarez Cabral e José do Patrocínio.

A tese de que na Cabanagem houve várias “cabanagens” parece ter fundamento. Os interesses dos segmentos do grande contingente de “despossuídos” que participaram do movimento, e que foram responsáveis pela sua radicalização, chocaram-se com os das lideranças político-partidárias que estiveram à frente dos cabanos.


Fonte: JUNIOR, José Alves de Souza. Cabanagem, revolução amazônica, 1830-1840. São Paullo: Fundação Lauro Campos, 2022, p.73.


Assinale a opção que descreve corretamente a composição do movimento da Cabanagem.


A

O movimento contou com a participação de diversas camadas populares que se uniram em razão das experiências de violência resultantes das políticas imperiais.


B

O movimento se caracterizou por uma ampla unidade entre seus participantes, que garantiu coesão ao grupo em relação às suas demandas.


C

O movimento tinha o componente racial como seu elemento central, já que seus participantes pertenciam à massa popular composta por escravizados afrodescendentes.


D

O movimento não teve caráter revolucionário, pois os grupos que nele participaram não tinham condições materiais de acessar armamentos.


E

O movimento foi composto unicamente pelas camadas populares da região, desprovidas de bens materiais, o que o enfraqueceu devido à ausência da participação da elite.

Durante as Regências, segundo Lilia Schawrcz e Heloísa Starling, no livro "Brasil: uma biografia", a crise geral foi marcada pela eclosão de uma série de revoltas com participações de diferentes agentes sociais da sociedade oitocentista. Diante de tal constatação, assinale a opção correta.


A

Em meados de 1822, o Maranhão passou a padecer dos mesmos problemas das demais províncias: muito tributado, via pouco retorno por parte da corte carioca. A revolta local, a Balaiada, trazia outras novidades, graças à sua composição social eminentemente popular: o movimento era contrário aos grandes proprietários locais. A derrota do movimento foi causada pela incapacidade dos escravizados e libertos trazerem para junto da revolta os profissionais liberais que controlavam o jornal O Bem-te-vi.


B

A Cabanagem foi um movimento revoltoso marcado pela atuação de mestiços livres, indígenas e escravizados, tais sujeitos tomaram o quartel e o palácio do governo, além disso, chegaram a nomear um novo presidente para a província. Após derrota na capital da província, o movimento atuou por anos no interior exercendo a violência como arma política, por exemplo, com escravizados que amarraram seus antigos senhores no tronco. Os revoltosos foram massacrados devido ao medo da "haitianização" da Amazônia.


C

O Levante dos Malês previa uma Bahia para os africanos e foi planejado para ocupar a cidade de Salvador com ataques relâmpago a quartéis, igrejas e residências, com o intuito de apagar a presença do catolicismo na capital, substituindo aquela religião pela fé islâmica. Previa ainda o fim do regime escravista no local e, em um segundo momento, a expansão da revolta para as províncias da Bahia e de Pernambuco, onde havia um grande número de haussás, grupo étnico que liderava o levante.


D

Em novembro de 1837, em Salvador, estourava uma revolta popular intitulada Sabinada, liderada por Francisco Sabino e cujo objetivo político era transformar a Bahia em uma nação livre e soberana. Para mostrar total emancipação em relação ao Brasil, houve a instalação de uma Assembleia Constituinte e a nomeação de Sabino como Regente do futuro Reino Unido da Bahia, porém o movimento nunca chegou a propor o fim da escravidão.


E

A Farroupilha demonstrou, mais uma vez, que não é possível pensar numa única história do Brasil. Suas motivações estavam ligadas ao projeto de centralização política capitaneada pela elite da Corte e a cobrança elevada de novos impostos que espoliavam a região de suas riquezas e diminuíam as rendas locais. A guerra durou quase uma década e, durante esse período, os farrapos procuraram unir as províncias do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande e da antiga Cisplatina (atual Paraguai) na República do Piratini.

Leia o texto a seguir:


Das figuras políticas é interessante destacar como têm sido representados nos livros didáticos os dois imperadores do Brasil: D. Pedro I, sempre jovem, porque afinal morreu com 34 anos; seu filho D. Pedro II, sempre velho, apesar dos textos escolares darem destaque ao episódio da “Maioridade” que tornou D. Pedro II chefe de Estado com apenas 15 anos. A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo.


(Circe Maria Fernandes Bittencourt (org.), O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. Adaptado)


A imagem de um D. Pedro II velho foi construída


A

no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos de explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade.


B

no contexto da década de 1880 e demonstra a intenção dos apoiadores da monarquia de associarem D. Pedro II às ideias de experiência e sabedoria.


C

à época das lutas antiescravistas e demonstra a intenção dos abolicionistas de relacionar o imperador à forma arcaica e ultrapassada da escravidão.


D

por ocasião da comemoração do cinquentenário da República, em 1939, e demonstra a intenção de Vargas de se apresentar como herdeiro de um grande estadista.


E

no início da Primeira República, e demonstra a intenção da oligarquia paulista de apresentar D. Pedro II com um semblante semelhante ao de Cristo e Tiradentes.

Sobre a Cabanagem:


A

Em 1848, a Revolta se inspirou na chamada "Primavera dos Povos", mas dela se diferenciou por postular o desligamento da Província do Rio Negro da Província do Pará, o estabelecimento de um parlamento provincial independente e sufrágio secreto e universal.


B

Apolinário Maparajuba entrou na Barra do Rio Negro, atualmente Manaus, com um exército de 1500 soldados, após longo combate contra a milícia e a população locais, em 1834.


C

A Regência outorgou anistia aos participantes do movimento em novembro de 1839, após entender que a guerra seria dificilmente concluída sem o emprego de meios conciliatórios.


D

A Província do Rio Negro foi governada por Joaquim Pedro da Silva.


E

A revolta na Barra do Rio Negro foi reprimida com sucesso pelo comandante militar local, coronel Joaquim Felipe dos Reis, e por suas tropas.

 
 
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